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Segunda-feira, 9 de Março de 2026 | Horário: 15:40
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Dia Mundial de Combate ao Sedentarismo: cidade amplia número de espaços para a prática de atividades físicas

Polos para a promoção da saúde e do bem-estar estão em todas as regiões da capital

A Prefeitura de São Paulo tem ampliado o incentivo à prática de atividade física como parte da rotina de cuidado da população e, no Dia Mundial de Combate ao Sedentarismo, celebrado em 10 de março, os espaços para a prática de atividade física foram expandidos de 18 para 66, um crescimento de 266%, levando atividades gratuitas, orientação profissional e estímulo a hábitos saudáveis para todas as regiões da capital. 

A aposentada Ivone da Costa Barbalho, 67 anos, não falta um dia. De segunda a sexta, ela sai de casa cedo e segue para a Assistência Médica Ambulatorial (AMA)/Unidade Básica de Saúde (UBS) Parque Santo Antônio, na zona sul, onde participa das atividades. Diagnosticada com osteoporose e hipertensão, Ivone começou a fazer as atividades físicas por recomendação médica. Dois anos depois, ganhou muito mais do que força e equilíbrio.

Hoje, ela faz parte dos grupos de caminhada, dança e ginástica funcional. Anda mais rápido, tem mais agilidade e sente-se muito mais disposta. E, principalmente, menos sozinha. “Eu fiz amigas, criei vínculos nos grupos de exercícios. A gente se apoia muito”, conta. Para Ivone, a academia não é só um espaço de cuidar do corpo: virou um lugar de encontro, acolhimento e cuidado.

O programa Academia da Saúde é uma estratégia de promoção do cuidado em saúde por meio da implantação de espaços públicos com infraestrutura e profissionais qualificados e um verdadeiro cardápio de atividades, que acontecem semanal ou quinzenalmente: atividades físicas gratuitas, práticas integrativas, orientações nutricionais por meio dos grupos de alimentação saudável e rodas de conversa, com o objetivo de promover modos de vida saudável, prevenir doenças crônicas e melhorar a qualidade de vida e o bem-estar da população.

A expansão na rede municipal consolida a atividade física como uma das principais estratégias de prevenção de doenças, promoção da saúde e fortalecimento dos vínculos comunitários. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a prática regular de atividade física reduz o risco de doenças cardiovasculares, diabetes, alguns tipos de câncer e problemas de saúde mental. A recomendação é de pelo menos 150 minutos semanais de atividade física moderada para alcançar benefícios comprovados.

Para o interlocutor do programa pela Secretaria Municipal de Saúde, Marcelo Takiishi Scrocco, a expansão dos polos vai além de números. “A ampliação reforça a importância da promoção da saúde como eixo central dos planos de cuidado. A atividade física é, muitas vezes, a principal porta de entrada para a população conhecer os polos, mas, com o tempo, os demais eixos também mostram seus resultados: a educação em saúde, a produção do cuidado, a construção de modos de vida mais saudáveis e a mobilização da comunidade”.

Cuidado que nasce no território

Na UBS Belenzinho, na região Sudeste, o local atende mais de 500 pessoas, principalmente idosos e mulheres. “A Academia da Saúde é uma estratégia usada no território para trabalhar o conceito de saúde de uma forma mais ampla, onde o paciente é protagonista do próprio cuidado”, reforça o profissional de educação física da unidade, Thiago Socio Sá.

Ele explica que as atividades são organizadas de forma individual e coletiva, estimulando, de maneira natural, a adoção de hábitos mais saudáveis. “A ideia é estimular que as pessoas mudem o estilo de vida, criem uma rotina ativa e se sintam parte desse processo.”

A Academia da Saúde também integra o Projeto Terapêutico Singular (PTS), no qual a equipe multiprofissional organiza, junto ao usuário, as ações necessárias para melhorar sua qualidade de vida. “Com o PTS, a equipe articula o tratamento e as atividades que cada pessoa precisa, respeitando sua realidade e as especificidades do território”, ressalta o profissional, lembrando que além da UBS, as atividades se estendem a espaços da comunidade, como a Igreja São Carlos Borromeu e o Parque Belém, fortalecendo vínculos e promovendo inclusão. 

É assim também na UBS Jardim São Nicolau, na Zona Leste, onde as manhãs de quarta-feira começam com música alta, passos coreografados e muita alegria. As aulas de dança da Academia da Saúde viraram ponto de encontro para quem busca mais saúde e convivência.

Entre os participantes está João Batista Cardoso, 68, recém-aposentado, que chegou ao grupo por convite de um amigo e acabou encontrando muito mais do que esperava: uma rede de apoio, que o acompanha diariamente. Hoje, João não perde uma aula. A dança e práticas como o lian gong, chian gong e alongamento viraram parte da sua rotina e da sua alegria. “Eu digo para meus amigos deixarem de ter preconceito com a dança; é mais gostoso compartilhar a vida com os amigos que a gente faz ali”, conta, bem-humorado.

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