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Quinta-feira, 12 de Março de 2026 | Horário: 17:30
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Prefeitura amplia cuidados paliativos na rede municipal de saúde

Atendimento a pacientes com doenças crônicas e degenerativas cresceu mais de 15 vezes em cinco anos

Entre os serviços oferecidos pela Prefeitura de São Paulo na rede municipal de saúde está o atendimento em cuidados paliativos para pacientes com doenças crônicas e degenerativas sem possibilidade de cura. Nos últimos cinco anos, a oferta desse cuidado aumentou mais de 15 vezes, passando de 965 procedimentos em 2020 para 15.378 em 2025. A assistência é prestada por meio do Programa Melhor em Casa, que reúne 63 Equipes Multiprofissionais de Atenção Domiciliar (Emads) e 20 Equipes Multiprofissionais de Apoio (Emaps).

Atualmente, cerca de 3 mil pacientes são acompanhados por equipes multiprofissionais formadas por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, assistentes sociais, psicólogos e outros profissionais de saúde. A atuação integrada permite oferecer atenção completa aos pacientes, considerando não apenas os sintomas físicos, mas também aspectos emocionais, sociais e familiares.

Segundo a médica Marilia de Oliveira Imthon, os cuidados paliativos vão além do controle de sintomas. “O foco é promover qualidade de vida, aliviar o sofrimento físico, psicológico, social e espiritual. Não se trata de desistir do paciente, mas de cuidar integralmente quando a doença não tem possibilidade de cura, respeitando os valores, os desejos e autonomia da pessoa”, afirma.

Crescimento dos cuidados paliativos 

A expansão do atendimento está relacionada à implementação da Diretriz Técnica de Cuidados Paliativos da rede municipal, que reorganizou o cuidado entre a Atenção Primária e a Atenção Domiciliar, ampliando a identificação e o acompanhamento de pacientes que necessitam desse tipo de assistência.

De acordo com a diretora da área de Cuidados Paliativos da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Karina Dib, o crescimento da demanda acompanha mudanças demográficas e o fortalecimento da organização da rede. “Estamos vivendo um aumento da longevidade da população e, com isso, um crescimento dos casos de doenças crônicas e condições degenerativas. Ao mesmo tempo, a implementação da Diretriz Técnica de Cuidados Paliativos organizou a rede, qualificou as equipes e estruturou fluxos entre a Atenção Primária e a Atenção Domiciliar. Isso fez com que mais pessoas fossem identificadas precocemente e recebessem o cuidado adequado”, explica.

Karina Dib ressalta que um dos principais avanços foi reconhecer os cuidados paliativos como uma abordagem transversal às diferentes linhas de cuidado. “A prioridade passa a ser o reconhecimento do sofrimento da pessoa - e não apenas da doença - o que permite ampliar a avaliação e definir ações alinhadas às necessidades de cada paciente, além de fortalecer o apoio às famílias e cuidadores ao longo de todo o processo, inclusive no período de luto”, acrescenta.

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