Subprefeitura Butantã

Segunda-feira, 10 de Agosto de 2026 | Horário: 13:38
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Quase 3,5 mil bebês prematuros foram beneficiados pelos bancos de leite da capital

Leite doado é fundamental para a recuperação de recém-nascidos internados e pode ser decisivo para salvar vidas

Quase 3,5 mil bebês internados nas UTIs neonatais das maternidades da Prefeitura de São Paulo receberam leite humano doado em 2025. Ao longo do ano, os três bancos de leite da capital coletaram 3.860 litros de leite de 2.484 doadoras, contribuindo para a recuperação de 3.447 recém-nascidos.

Cerca de 95% dos bebês atendidos são prematuros ou nasceram com baixo peso, condições que aumentam o risco de infecções e outras complicações. Para esses recém-nascidos, o leite humano doado é um importante recurso terapêutico, que contribui para a recuperação e o desenvolvimento saudável.

Antes de chegar aos bebês, cada doação passa por um rigoroso processo de seleção, análise microbiológica, pasteurização e controle de qualidade, garantindo a segurança do alimento oferecido aos recém-nascidos.

Nos últimos cinco anos, o volume de leite doado cresceu mais de 20%. Nesse período, a rede municipal de saúde já coletou mais de 12 mil litros, ampliando a oferta para os recém-nascidos que mais precisam.

Na capital, a rede municipal mantém três bancos de leite humano: no Hospital Municipal Maternidade-Escola Vila Nova Cachoeirinha, na Zona Norte; no Hospital Municipal Prof. Dr. Alípio Corrêa Netto, em Ermelino Matarazzo, na Zona Leste; e no Hospital Municipal Dr. Fernando Mauro Pires da Rocha, no Campo Limpo, na Zona Sul.

O Hospital Municipal Tide Setúbal, em São Miguel Paulista, na Zona Leste, também conta com um posto de coleta, responsável pela captação do leite e pelo atendimento, orientação e apoio às doadoras.

Doação é importante
Ketelen Milena, de 19 anos, mãe de Anthonny, de quatro meses, procurou o banco de leite após perceber que produzia mais leite do que o bebê conseguia mamar.

A situação levou a jovem ao Grupo de Apoio ao Aleitamento Materno Exclusivo (Gaame) da UBS Jardim Paraguaçu, na Zona Leste, onde havia realizado o pré-natal. Com a orientação da equipe, ela aprendeu técnicas de amamentação, ajudou Anthonny a fazer a pega correta e passou a doar o leite excedente.

Ketelen se tornou uma das mais de 1,2 mil mulheres que contribuíram com os bancos de leite humano da rede municipal de saúde no primeiro semestre deste ano. Além de ajudar na alimentação e na recuperação de recém-nascidos internados, as doadoras recebem acompanhamento, apoio e orientação durante todo o processo.

“Me sinto muito feliz por dar ao meu filho o alimento mais saudável e ainda poder ajudar outras crianças”, resume Ketelen. Neste mês, ela volta ao trabalho, mas mantém a amamentação exclusiva: todos os dias, leva Anthonny à creche com cinco frascos de leite previamente coletados e congelados para que ele seja alimentado durante o período em que estiver fora.

Como doar
Podem doar mulheres saudáveis que estejam amamentando e tenham produção excedente de leite. Mesmo pequenas quantidades podem fazer diferença: dependendo do peso e da condição clínica do recém-nascido, um litro de leite humano pode beneficiar até dez bebês internados.

A coleta é simples, segura e feita com orientação das equipes dos bancos de leite. As lactantes também podem procurar a UBS de referência para receber informações sobre como doar.

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