Subprefeitura Casa Verde

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Sexta-feira, 6 de Março de 2026 | Horário: 14:29
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Feminicídio e Inteligência Emocional são temas de reflexão no Dia Internacional da Mulher.

Feminicídio e Inteligência Emocional são temas de reflexão no Dia Internacional da Mulher.

Na Subprefeitura Casa Verde/Cachoeirinha/Limão, a data foi antecipada para a sexta-feira, dia 6, com palestras que têm impactado a rotina de mulheres em todo o mundo. De acordo com o cardiologista Paulo Frange, embora seja possível enumerar algumas conquistas, não se pode deixar de observar a violência crescente que ainda é subnotificada. O médico explicou que a violência contra as mulheres já é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como um problema de saúde pública. Agora, o Brasil pediu à entidade a inclusão da categoria feminicídio como causa da morte Classificação Internacional de Doenças (CID). Isso aumenta a capacidade de reunir dados e produzir estatísticas mais realistas para a formulação de políticas públicas.

Paulo Frange destacou ainda a questão da violência contra mulheres em cidades pequenas, onde não há delegacias especializadas, rede de apoio ou equipamentos públicos capazes de fornecer o atendimento necessário às vítimas de violência.

Inteligência Emocional

Esse foi o tema abordado pelas analistas de saúde da Rede Somos: a psicóloga Roberta Lacerda e a terapeuta ocupacional Ana Elisa B. Gonçalves.  

O que é? A inteligência emocional é a capacidade de reconhecer, compreender e gerenciar suas próprias emoções e as dos outros. Para mulheres, especialmente as que enfrentam dupla jornada, o desenvolvimento dessa competência é estratégico.

Como desenvolver a inteligência emocional? Não existe receita pronta. Cada um tem características, vivências e históricos próprios. Nas mulheres, até os hormônios influenciam o comportamento, mas isso não deve ser uma desculpa para o descontrole, explosões de raiva, choro, etc.  Roberta Lacerda destaca os 5 pilares para manter a inteligência emocional:

  • Autoconhecimento – É importante perceber o que sente e como reage em algumas situações.
  • Autorregulação A partir do autoconhecimento é possível prever e controlar as próprias reações diante de críticas ou situações de estresse, especialmente aquelas que são parte da rotina diária.
  • Motivação – O autoconhecimento de pontos fortes, fragilidades, valores e objetivos podem dar mais segurança e foco na hora da tomada de decisões e capacidade de superar desafios com menos desgaste emocional.
  • Empatia Compreender as próprias emoções não basta. A empatia (tentar se colocar no lugar do outro, sentir o que o outro sente) é o que facilita a comunicação, os relacionamentos a criação de um ambiente mais profissional e saudável.
  • Habilidades sociais capacidade de se comunicar de forma clara e respeitosa, resolver conflitos e saber negociar

Roberta Lacerda destaca que em ambientes profissionais, onde os trabalhadores convivem por muito tempo, ao longo de anos até, é comum haver um “excesso de intimidade” que nem sempre é bem aceito por todos e exige cuidado.   Vale lembrar que essa aparente “familiaridade” pode esbarrar em desvios mais graves como o assédio moral e o bullying

Para a terapeuta ocupacional Ana Elisa B. Gonçalves, outro fator que afeta a inteligência emocional é o excesso de telas, a permanente comparação com o que vê nas redes socais e está longe da realidade.  Cada um tem interesses e aptidões próprios. Investir em coisas que não fazem sentido pode ser frustrante. É preciso reconhecer e assumir as próprias limitações sem culpa, sem esquecer que ao longo do tempo também desenvolvemos outras habilidade e interesses. Resumido: Trate-se com gentileza, seja sua melhor amiga!  

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