Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento
Prefeitura lança novo modelo para classificar os imóveis e aprimorar o planejamento urbano em São Paulo

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL), lança a 72ª edição dos Informes Urbanos, que apresenta um novo modelo de classificação dos imóveis da cidade. O estudo propõe a atualização dos métodos usados há mais de três décadas, incorporando técnicas de geoprocessamento e uma leitura mais fiel do uso real das edificações, com o objetivo de qualificar o planejamento urbano e subsidiar políticas públicas.
Diferentemente de edições anteriores, que trataram de temas como mobilidade ou habitação, este número explica os critérios e métodos usados para “ler” o território paulistano. O foco está em como a Prefeitura organiza e interpreta as informações sobre os imóveis da cidade — como uso, tamanho e padrão construtivo — e de que forma esses dados se transformam em conhecimento útil para planejar a cidade.
O Informe parte do reconhecimento de que o cadastro fiscal, criado inicialmente para fins tributários, tornou-se ao longo do tempo uma das principais fontes de informação sobre o território de São Paulo. Atualizado, digitalizado e disponível ao público desde 2015, ele reúne dados sobre localização, área construída e tipo de uso dos imóveis, permitindo acompanhar transformações urbanas e apoiar estudos técnicos. A publicação também explica os desafios desse sistema, como a fragmentação entre registros cartoriais e cadastros administrativos, e os avanços obtidos com a integração a ferramentas digitais como o Sistema de Informações Geográficas (SIG) e a plataforma GeoSampa.
É neste contexto que a publicação apresenta sua principal novidade: o Uso F, um novo modelo que moderniza a forma de organizar e interpretar os usos dos imóveis da cidade. O método incorpora técnicas de geoprocessamento, prioriza o uso real das edificações e cria categorias mais detalhadas — como hospedagem, escritórios, oficinas e usos mistos. Com isso, o novo Uso oferece uma leitura mais alinhada à dinâmica urbana atual, corrige classificações defasadas e amplia a capacidade de análise dos impactos gerados por cada tipo de uso no território. O modelo será aplicado às camadas de uso predominante do solo por quadra no GeoSampa e passará a orientar as tabelas de uso e ocupação do solo do Infocidade, onde poderá ser consultado integralmente.
O método anterior, conhecido como Uso H, foi criado em 1989 e utilizado por décadas pela SMUL para organizar as informações do cadastro fiscal em categorias mais acessíveis à análise. Ao longo desse período, o modelo foi fundamental para mapear padrões de uso do solo, subsidiar projetos urbanos e acompanhar a implementação de políticas públicas. Com o crescimento e a crescente complexidade da cidade, porém, essa forma de classificação passou a apresentar limitações para retratar com precisão a dinâmica urbana contemporânea. Para fundamentar essa avaliação, a publicação apresenta um processo de verificação empírica dos dados, que comparou as informações do cadastro fiscal com imagens do Google Street View, revelando inconsistências e ambiguidades na classificação dos usos.
O novo Informe Urbano reforça o alto valor do cadastro fiscal como ferramenta de planejamento urbano, desde que acompanhado de critérios claros, revisões periódicas e métodos atualizados de leitura do território. Ao mesmo tempo, evidencia a importância de manter bases de dados públicas permanentemente atualizadas e qualificadas, tornando o planejamento urbano mais preciso, transparente e alinhado à realidade da cidade.
Informes Urbanos
Os Informes Urbanos são publicações elaboradas pela Coordenadoria de Produção e Análise de Informação (Geoinfo), da Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL), com o objetivo de subsidiar o debate público e qualificado sobre temas estruturantes do desenvolvimento urbano da cidade de São Paulo.
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