Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência
Voltado a mães atípicas, equipamento da Prefeitura de São Paulo ultrapassa 2 mil atendimentos em seis meses
A Casa Mãe Paulistana para Mães e Cuidadores de Pessoas com Deficiência, equipamento da Prefeitura de São Paulo vinculado à Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, completa seis meses de funcionamento no próximo dia 14 de maio com um marco importante: mais de 2 mil atendimentos realizados. Voltado ao acolhimento de mães atípicas (mães de pessoas com deficiência), além de responsáveis legais e cuidadores, o espaço se consolida como referência no cuidado integral e humanizado na capital.
Desde sua inauguração, a unidade já realizou mais de mil atendimentos individuais e mais de mil atendimentos coletivos, entre rodas de conversa e oficinas em grupo. A proposta é oferecer suporte técnico, emocional e social, promovendo orientação qualificada, fortalecimento de vínculos e ampliação das redes de apoio.
Nos atendimentos individuais, mães e cuidadores contam com acompanhamento especializado nas áreas de Psicologia, Serviço Social e Direito, com foco no acolhimento humanizado, escuta ativa e orientações personalizadas de acordo com cada realidade. Na área jurídica, por exemplo, o suporte inclui orientações sobre direitos e benefícios sociais, como acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), aposentadoria e emissão da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA).
“Muitas mães chegam à Casa Mãe Paulistana invisibilizadas pela sobrecarga do cuidado, sem conhecer plenamente seus direitos. Nosso trabalho é oferecer acolhimento, orientação e fortalecer essas mulheres para que elas se reconheçam como cidadãs e protagonistas de suas próprias trajetórias”, destaca Suelene Lemos, assistente social da Casa Mãe Paulistana.
Segundo a assistente social, a transformação vivida pelas participantes ao longo dos atendimentos evidencia o impacto da política pública. “Ao longo do acompanhamento, vemos mães retomando sua autoestima, fortalecendo vínculos familiares e desenvolvendo mais segurança para enfrentar desafios cotidianos. Quando essas mulheres passam a se reconhecer também como prioridade, todo o núcleo familiar é beneficiado”, afirma.
Evelin Rodrigues Madeira conheceu o projeto por meio do Instagram do Prefeito Ricardo Nunes e se antecipou para realizar sua inscrição. Com acompanhamento individual nas áreas de Psicologia e orientação jurídica, encontrou no equipamento suporte para transformar sua rotina. “Antes da Casa Mãe, eu era uma mulher frustrada, sem forças para olhar para mim. Hoje consigo tomar decisões, me reconhecer e seguir com mais confiança. Esse espaço foi uma verdadeira virada na minha vida. Aqui, encontrei empatia, cuidado e a liberdade para viver minhas emoções com segurança.”
Ao incentivar outras mães atípicas a buscarem apoio, Evelin reforça a importância do autocuidado. “Não perca tempo, venha. Você precisa ser cuidada também. A Casa Mãe Paulistana está de portas abertas, então só cabe a você tomar essa atitude e se permitir viver essa oportunidade.”
Além dos atendimentos especializados, o equipamento oferece atividades coletivas voltadas ao bem-estar físico, emocional e social, como oficinas de artesanato, pilates, zumba, culinária e escrita criativa, fortalecendo a autonomia e criando espaços de convivência e troca entre participantes.
Amanda Lima participa de atendimentos individuais com psicóloga, além de atividades coletivas físicas. Após enfrentar uma perda pessoal, encontrou na Casa Mãe Paulistana acolhimento e suporte emocional para seguir em frente. “Quando eu comecei a participar das atividades, por exemplo, com o psicólogo, infelizmente eu tive uma perda, e os psicólogos me acolheram, me ajudaram muito nessa parte. Eu melhorei muito e isso me deu até ânimo para fazer as outras atividades, porque eu não estava nem querendo vir por causa da perda, mas está me ajudando muito nessa questão.”
Alda Gomes Leal realiza atendimentos individuais com nas áreas de psicologia e assistência social, onde encontrou acolhimento e suporte para enfrentar sua rotina com mais segurança. “Antes de conhecer a Casa, eu me sentia muito sozinha, sem apoio e sem pessoas para me ouvir ou me auxiliar. Hoje, estou sendo uma pessoa muito acolhida, ouvida e bem assistida. Aqui, encontrei profissionais que oferecem apoio e estão dispostos a me ajudar a superar os desafios.”
A unidade também promove ações de integração e acesso à cultura. Em abril, por exemplo, mães atendidas participaram de uma saída cultural para assistir ao musical de Tina Turner, ampliando experiências de lazer e fortalecendo momentos de socialização fora do ambiente institucional.
Criada para oferecer suporte contínuo a mães atípicas e suas redes de apoio, a Casa Mãe Paulistana reúne diferentes frentes de atendimento em um único espaço, consolidando uma política pública inovadora voltada ao cuidado de quem exerce, diariamente, a função do cuidado.
O equipamento também contempla familiares que cuidam de pessoas com deficiência, reconhecendo a importância de oferecer suporte integral a quem exerce diariamente a função do cuidado. Roselaine Mariano, avó e participante de atendimentos com acompanhamento psicológico, além de atividades como zumba e pilates, destaca como o incentivo recebido no espaço ultrapassa os limites da unidade e impacta positivamente sua rotina. “A gente não faz sozinho em casa, não adianta. Agora sim, porque a professora incentiva, e quando temos alguém que nos incentiva, a gente faz. Então, a aula de pilates não é só aqui, é em casa também. Não temos os aparelhos que tem aqui, mas fazemos do jeito que dá, a gente adapta em casa o que aprende aqui. A zumba também, a gente vê uns vídeos na internet, fica dançando e assim vai, porque a gente precisa se movimentar.”
Com a chegada de maio, mês em que se celebra o Dia das Mães, o marco de seis meses da unidade amplia a visibilidade sobre a importância de políticas públicas direcionadas à saúde integral, autonomia e valorização de mães, responsáveis legais e cuidadores de pessoas com deficiência.
Localizada na Rua Américo Salvador Novelli, nº 416, em Itaquera, a unidade conta com estrutura preparada para acolher participantes em diversas frentes de atendimento.
A iniciativa também prevê expansão: até 2028, estão programadas mais três unidades nas zonas Oeste, Leste e Sul da capital, ampliando o alcance dessa política pública e fortalecendo o suporte às famílias paulistanas.
Agendamento para triagem
Para acessar os atendimentos da Casa Mãe Paulistana, é necessário realizar cadastro prévio para triagem pelo site da Prefeitura de São Paulo. Após o preenchimento do formulário e envio da documentação obrigatória — como comprovante de residência, laudo médico e documentos de identificação —, a equipe realiza análise do perfil e entra em contato para agendamento, conforme disponibilidade.
Mais informações acesse: https://prefeitura.sp.gov.br/web/pessoa_com_deficiencia/casa_mae_paulistana
Serviço: Casa Mãe Paulistana para Mães e Cuidadores de Pessoas com Deficiência
Local: Rua Américo Salvador Novelli, nº 416 – Itaquera
Funcionamento de terça à sábado, das 8h às 17h
Agendamento de triagem: https://prefeitura.sp.gov.br/web/pessoa_com_deficiencia/w/casa_mae_paulistana-triagem
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