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Viva o Verde SP: Prefeitura de São Paulo e ONU-Habitat renovam parceria para aprimorar parques
Viva o Verde SP chega à sua segunda fase com foco na implementação das principais recomendações apontadas na primeira etapa, que, entre 2022 e 2025, diagnosticou mais de 100 parques e elaborou planos de gestão de oito deles, entre outras contribuições.
Iniciativa vai contribuir com mais planos de gestão, projetos de requalificação de parques e ferramentas digitais para fortalecer gestão e acesso à informação.
Os objetivos da nova etapa incluem ampliar os espaços de engajamento da sociedade civil na gestão dos parques de São Paulo, com foco no protagonismo de meninas e mulheres e no desenho participativo de espaços públicos.
Foto: Acervo SVMA
Apesar de conhecida pela estrutura urbana, a cidade de São Paulo vem se destacado também no desenvolvimento alinhado à natureza, ao reaproximar a população com as áreas verdes: inaugurou 14 parques desde 2021; conta com sete parques naturais e 122 parques municipais, alguns deles recém-inaugurados; promove uma política de ampliação das áreas verdes que elevou sua cobertura vegetal para mais de 50% do território; plantou mais de 165 mil árvores (até fevereiro de 2026) e publicou 49 decretos para transformar áreas verdes particulares em espaços de utilidade pública.
Parte dessa guinada da capital paulista em prol da sustentabilidade, o Viva o Verde SP – parceria entre a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA), e o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) – está dando início à sua segunda fase, depois de três anos em que realizou uma avaliação geral dos mais de 100 parques urbanos da cidade e análises específicas de 10 desses locais, além da elaboração de oito planos de gestão, propostas de inovação no financiamento e capacitação de servidores e sociedade civil, entre outras atividades (confira aqui).
Após uma primeira fase que teve como foco a análise e o diagnóstico dos espaços públicos verdes, o objetivo agora é implementar as descobertas e recomendações feitas na etapa inicial. Para isso, a iniciativa vai:
- Desenvolver um guia metodológico para planos de gestão (documentos que guiam a administração, usos e normas de parques da cidade) e entregar planos participativos de gestão de 10 parques;
- Contribuir com o desenvolvimento de ferramentas digitais para promover mais acessibilidade e inclusão nos parques, com recursos para uma melhor gestão e monitoramento, sempre com foco na participação cidadã;
- Avaliar mais nove parques apontados como prioritários e elaborar projetos de requalificação de outros seis desses espaços públicos, com escuta ativa junto às comunidades desses locais;
- Desenvolver campanhas de educação ambiental em 19 parques, alinhadas ao Plano Municipal de Educação Ambiental (PMEA-SP 2024-2034), que também expressa o compromisso da cidade com um futuro mais justo e sustentável.
“A nova fase do Viva o Verde SP representa um passo concreto para transformar diagnóstico em ação. Nosso objetivo é ampliar o protagonismo da população na gestão dos parques. Queremos espaços cada vez mais inclusivos, construídos com a participação ativa da sociedade, especialmente de mulheres e meninas”, ressalta o secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Rodrigo Ashiuchi.
A secretaria destaca que, dentre as contribuições da iniciativa para a cidade, os planos de gestão, apresentados em dezembro de 2024, estão tendo um impacto significativo: além de orientar a manutenção e a gestão compartilhada desses espaços verdes públicos, esses documentos vão servir como modelo para o desenvolvimento de planos para mais 10 parques como parte do Viva o Verde SP, e serão a base para fortalecer a gestão dos mais de 100 parques da capital paulista.
Foto: Acervo SVMA
O Viva o Verde SP marcou a primeira colaboração entre ONU-Habitat e Prefeitura de São Paulo. Desde então, outras iniciativas foram lançadas na capital paulista, também com a SVMA, para a elaboração dos Planos Municipais de Saneamento Ambiental Integrado (PMSAI) e de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PGIRS).
Segunda fase
A nova etapa da iniciativa vai concentrar seus esforços nas áreas de digitalização, avaliação, gestão e comunicação. Dados gerados pelas avaliações dos parques realizadas em 2023 e 2024 – divulgadas na Avaliação de Espaços Públicos da Cidade: Parques Municipais de São Paulo e no Quadro de Priorização dos Parques de São Paulo – serão estruturados e integrados à plataforma WebParques, que funciona como um guia eletrônico com informações detalhadas sobre os parques municipais da capital paulista. A integração vai permitir acesso simples pela população e facilitar que o município replique processos participativos adotados pelo ONU-Habitat em outros parques da cidade de forma autônoma.
Mais uma vez, a atuação da iniciativa será concentrada em territórios de maior vulnerabilidade social, identificados nas avaliações como prioritários para a ação do poder público em prol das comunidades. Nesta segunda fase, os parques prioritários serão:
- Zona Centro-Oeste (2): Sapé e Raposo Tavares;
- Zona Leste (8): Ciência, Consciência Negra, Córrego Água Vermelha, Itaim Paulista, Santa Amélia, Sapopemba, Vila do Rodeio e Zilda Arns Neumann;
- Zona Norte (3): Anhanguera, Córrego do Bananal-Canivete e São Domingos;
- Zona Sul (6): Guanhembu, Jardim Prainha, Nascentes do Ribeirão Colônia, Nove de Julho, Ribeirão Caulim e Sete Campos.
Dez desses locais já foram alvo de avaliações específicas do Viva o Verde SP (confira, nos links a seguir, por região: Centro-Oeste, Leste, Norte e Sul), e cinco deles – Água Vermelha, Anhanguera, Bananal-Canivete, Sapé e Sete Campos – receberam projetos de requalificação por meio da iniciativa. Agora, outros seis – Ciência, Itaim Paulista, Raposo Tavares, Ribeirão Caulim, Santa Amélia e São Domingos – também receberão projetos participativos de requalificação.
“A renovação da parceria com a cidade de São Paulo reforça o compromisso da prefeitura e do ONU-Habitat com a qualidade dos espaços públicos e o combate à desigualdade de distribuição dos parques. Toda cidadã e todo cidadão precisa ter acesso a áreas verdes preservadas próximo de onde mora, em especial as meninas, as mulheres e a população que vive em bairros vulneráveis, mais afetada por essa desigualdade. A primeira etapa do Viva o Verde SP comprovou isso, e esta segunda etapa vai promover ações transformadoras e inclusivas. Promover o verde é priorizar o bem-estar da população e a urbanização sustentável, integrada à natureza, sem deixar ninguém e nenhum território para trás”, explica a chefe do Escritório do ONU-Habitat no Brasil, Rayne Ferretti Moraes.
Cada etapa da iniciativa contempla o envolvimento de meninas e mulheres no processo de avaliação e projetos participativos, resultando em diagnósticos que atendem necessidades específicas. Como propõe o Guia Cidade Delas, fortalecer a voz de quem historicamente foi excluída e reconhecê-las como especialistas em suas próprias vivências permite ampliar as possibilidades de transformar espaços e comunidades de forma mais equitativa e sustentável.
Foto: Acervo SVMA
“A primeira fase do Viva o Verde SP ajudou a aproximar a população mais desfavorecida dos parques municipais, melhorando a qualidade de vida e contribuindo com a redução das desigualdades na cidade. Nesta segunda fase, vamos consolidar e ampliar estes resultados graças aos valiosos conhecimentos e contribuições da população local, viabilizados pela participação social”, ressalta o coordenador do Viva o Verde SP, Jordi Sánchez-Cuenca.
Com a nova etapa, São Paulo dá mais um passo para reforçar ações que ampliam e aprimoram parques, protegendo nascentes e contribuindo para melhorar a qualidade do ar, reduzir temperaturas e aumentar a permeabilidade do solo, adotando Soluções Baseadas na Natureza para mitigar os efeitos da mudança climática.
Sobre o Viva o Verde SP
O Viva o Verde SP busca promover uma reaproximação da população com as áreas verdes. Para isso, em sua primeira fase (2022-2025), realizou ações voltadas a melhorar a competência de São Paulo na distribuição equitativa de espaços públicos verdes no município e nos bairros, aprimorando, com foco na participação popular e no protagonismo de meninas e mulheres, as estruturas de gestão dos parques para impulsionar a cidade como referência internacional na atenção à rede verde e azul.
Ao colaborar com modelos inovadores de gestão e manutenção das áreas verdes, o projeto também contribuiu com o Programa de Metas 2021-2024 do município, que tratou da implementação de oito novos parques no período. Envolvendo diversas frentes de atuação e projetando São Paulo internacionalmente, o Viva o Verde SP vem contribuindo para viabilizar novas e futuras parcerias da capital paulistana com outras cidades comprometidas com a igualdade na distribuição, acesso e uso de espaços públicos verdes.
Em sua segunda fase, que começa em 2026, o projeto dá início à implementação das principais recomendações levantadas na primeira etapa. Com atuação concentrada nas áreas de digitalização, avaliação, gestão e comunicação, serão aplicadas estratégicas para distribuir mais equitativamente os espaços públicos verdes, elaboradas ferramentas digitais de monitoramento e desenho participativo desses locais e ampliados os espaços de engajamento da sociedade civil na gestão dos parques municipais de São Paulo.
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