Criação: 18/10/26 15:12

Diversão longe das telas: Viradinha reúne experiências culturais para crianças e famílias

Espetáculos musicais e atividades criativas realizados neste fim de semana aproximaram pequenos e seus responsáveis por meio da cultura, da imaginação e das brincadeiras

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A Viradinha 2026 convidou crianças e famílias a deixarem as telas de lado para aproveitar momentos de diversão e convivência. Com atrações culturais distribuídas pela cidade, o festival infantil ofereceu gratuitamente oportunidades para assistir a espetáculos ao vivo, ouvir histórias e soltar a imaginação em atividades que aproximaram diferentes gerações e linguagens artísticas.

No Centro Cultural Tendal da Lapa, na Zona Oeste, a apresentação dos palhaços Patati Patatá emocionou Beatriz, de 8 anos. Fã da dupla, ela acompanhou o show ao lado do pai, o cirurgião-dentista Bruno Grandini Pacheco, de 40 anos, que destacou a importância de proporcionar dinâmicas presenciais à filha. “É muito importante essa experiência de viver a realidade, deixar as telas de lado e explorar tudo o que temos em São Paulo. A Beatriz estava ansiosa para vê-los pessoalmente, então foi muito bom". 

Morador da Penha, o músico Diógenes Sena Neris de Oliveira, de 33 anos, vê nas atividades presenciais uma oportunidade para as crianças explorarem a imaginação e desenvolverem a criatividade. Pai de Tereza, de 3 anos, ele considera importante limitar a exposição ao digital. “Eu acho fundamental, porque isso reflete demais no comportamento das crianças a curto, médio e longo prazo. Quando minha filha fica muito tempo exposta às telas, logo percebemos a mudança no comportamento e no temperamento dela. E quando não utiliza celular, Ipad, consegue explorar a imaginação, a criatividade, sem ter que aceitar algo imposto pela tela”.

A aproximação entre pais e filhos por meio da música e das brincadeiras também faz parte da proposta dos artistas. Patati explica que os espetáculos buscam resgatar memórias afetivas dos adultos e incentivar outras formas de diversão na infância. “É muito bacana, porque a gente vem com a ideia de trazer os pais junto com a gente. Como a maioria das crianças que cresceram com a gente hoje são papais e mamães, buscamos um pouco dessa infância, para que as crianças de hoje não fiquem tanto no celular e entendam que a internet é mais uma ferramenta de brincadeira, mas não a principal”, explica.

Na região central, a programação da Biblioteca Mário de Andrade incluiu contação de histórias e oficinas criativas, com propostas que estimularam a participação das crianças e o contato com novas experiências.

A bancária Iane Rebouças, de 41 anos, moradora do Tucuruvi, na Zona Norte, explorou as atividades com a filha Maitê, de 2 anos e 2 meses. Para ela, a programação é uma oportunidade de incentivar o desenvolvimento da menina e a interação com outras crianças. “Na tela, ela fica paralisada, não aprende nada. Aqui, desenvolve a parte motora e social, se conecta com outras crianças. Se você quiser tirá-la da tela para brincar, ela não quer”.

Estímulo para a imaginação 
A contadora Jaqueline Santana, de 38 anos, também aproveitou a Viradinha para apresentar a biblioteca aos filhos Paulo César, 12; Davi, 9; e Sara, 10. Para ela, experiências desse tipo contribuem para o bem-estar deles. “Eu acho que sair das telas é muito importante para que nossos filhos possam ampliar a imaginação, a capacidade criativa e também o controle do estresse e da ansiedade. Eu percebo que a tela traz muito estímulo, superestímulo para eles. Ficar longe delas traz benefícios, como contato com outras pessoas, ambientes e referências.”

O médico Hélio Lemos, 68, morador da Vila Pompeia, na Zona Oeste da capital, esteve na Casa de Cultura Butantã, na mesma região, na manhã deste domingo, para prestigiar a apresentação do filho, Arthur, que participou do espetáculo Malabamétrico. 

A atração foi protagonizada por um personagem viciado em limpeza, que fazia malabarismos com espanadores, bolas, tecidos e pinos, arrancando gargalhadas da plateia.

Hélio destacou que um espetáculo como aquele é importante para o desenvolvimento das habilidades cognitivas e emocionais da garotada e fez um alerta. "Esse estímulo depende muito dos pais, que precisam incentivaar seus filhos a brincarem de outras formas, muito mais educativas."

A diarista Fabiana Santos, 49 anos, que também estava na Casa de Cultura, adota a mesma filosofia de Hélio Lemos. Sempre aproveita que mora na mesma rua e leva os netos Ágatha, 4; Catarina, 5; e Bernardo, 8; para se divertirem lá, nos eventos e nesta data, durante a Viradinha.

"Quando as crianças saem de casa para participar de uma atividade que as agrada, especialmente as culturais como esta, esquecem das telas. E isso é maravilhoso, porque descobrem um novo mundo, ficam sabendo que há outras alternativas de vivência. É incrível para ampliar os horizontes delas".

Longe do sofá
No Centro Cultural São Paulo, a performance do grupo Tribo Recreativa, que tem como foco brincadeiras populares, chamou a atenção do empresário Augusto Furlan Buarque, 39, e de sua esposa, Natália, 39. O casal selecionou a atração para passar a tarde deste domingo com a filha Lina, de 1 anos e 6 meses. 

"As pessoas precisam se dispor a conhecer oportunidades brihantes como esta, que é um fomento à cultura oferecido pela Prefeitura, para sair do sofá, ocupar a cidade, e mostrar aos seus filhos que a diversão  não acontece somente na tela de um computador, um telefone celular", enfatizou.

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