Smart Sampa já mandou 3.629 foragidos de volta à prisão e ajudou a polícia em 6.850 prisões em flagrante
Desde novembro de 2024, a segurança nas ruas de São Paulo ganhou importante aliado. Com vigilância 24 horas, sete dias por semana e 365 dias por ano, o Smart Sampa, maior sistema de videomonitoramento da América Latina e mantido pela Prefeitura de São Paulo, já possibilitou a prisão de 3.629 foragidos da justiça, localizou 285 pessoas desaparecidas e ajudou na atuação de 6.850 prisões em flagrante. O sistema também foi responsável pela localização de 3.914 veículos roubados ou furtados. Os dados são desta terça-feira (20).
Com 50 mil câmeras instaladas estrategicamente em toda a cidade de São Paulo, a plataforma tirou das ruas, por exemplo, Erick Brandão, procurado pela Justiça e condenado a 24 anos de prisão, em regime fechado, por homicídio qualificado. Equipe da Guarda Civil Metropolitana (GCM) fazia patrulhamento pela região quando recebeu um alerta do sistema de videomonitoramento e passou a realizar buscas nas proximidades. Os agentes localizaram o foragido em frente à Assistência Médica Ambulatorial (AMA) do Capão Redondo.
Desenvolvido com as mais modernas tecnologias que garantem rapidez e eficácia nas ocorrências do município, o Smart Sampa possui algoritmos avançados que geram alertas inteligentes capazes de identificar atos de intrusão, vandalismo e furtos. Os alertas também permitem a identificação de placas de veículos furtados ou roubados.
O sistema de reconhecimento facial, utilizado nos equipamentos, permite também a localização de pessoas desaparecidas e de foragidos da Justiça. O projeto inovador permite ainda a integração com vários órgãos do serviço público para maior agilidade no atendimento ao cidadão, como é o caso do SAMU, CET, polícias Militar e Civil, entre outros.
O Smart Sampa também ajudou a GCM a recapturar pessoas que não retornaram ao sistema prisional após a saída temporária. Em um dos casos, um homem de 62 anos, condenado por homicídio qualificado, foi localizado em janeiro deste ano, no Centro da capital, com 20 anos e cinco meses de pena a cumprir. Em outra ocorrência no mês de março, na Zona Leste, um condenado por roubo e receptação, de 48 anos, foi preso enquanto acompanhava a esposa em uma consulta médica. Ele ainda tinha mais de 18 anos de pena pela frente. Na mesma semana, outro homem condenado por roubo foi recapturado na região central após não retornar da saída temporária de fim de ano e ainda tinha cerca de seis anos de prisão a cumprir.
Outro caso emblemático, que reforça a importância do Smart Sampa, foi a prisão do sul-africano Sunny Okoro Ogbonna usava, em setembro de 2025, condenado por tráfico internacional de drogas, que foi flagrado pelo sistema andando pelas ruas do Centro da capital. O homem possuía seis mandados de prisão em aberto e mais de cinco anos de pena a cumprir em regime fechado. Previsto no artigo 33 da Lei 11.343/2006, o crime é considerado um dos mais graves no âmbito do tráfico de entorpecentes. Depois de confirmar a identidade, ele foi levado para a sede da Polícia Federal.
Em maio deste ano, com a ajuda do Smart Sampa, a GCM prendeu um estuprador de 68 anos que estava foragido desde 2018 e ainda tinha que cumprir sete anos de prisão em regime fechado. O criminoso foi detido enquanto caminhava na região da 25 de Março, no Centro da cidade.
Em janeiro de 2025, a plataforma identificou um integrante do Grupo Bitong, ramificação da Máfia Chinesa que atua de forma violenta contra comerciantes chineses na região da Rua 25 de Março. Ele foi preso pela Guarda Civil Metropolitana (GCM) de São Paulo após as câmeras de reconhecimento facial do programa Smart Sampa reconhecê-lo caminhando no Centro da cidade.
Condenado a 18 anos por extorsão mediante sequestro e associação criminosa, Lin Xianbin, 52, natural da província de Fujian, na China, estava foragido do sistema penitenciário desde 2023, quando deixou a Penitenciária Cabo PM Marcelo Pires da Silva, em Itaí, no interior paulista, para a saída temporária de Natal.
Reconhecimento internacional
O Smart Sampa vem ganhando projeção internacional. Em julho de 2026, reportagem publicada pelo jornal francês Le Monde, um dos veículos de maior prestígio, influência e credibilidade do jornalismo mundial, apresentou o programa da Prefeitura de São Paulo como uma das maiores iniciativas de uso de tecnologia para segurança pública.
Integrante do grupo de publicações que inclui o The New York Times (Estados Unidos), The Guardian (Reino Unido), El País (Espanha) e Corriere della Sera (Itália), o jornal francês explicou a dimensão e os resultados do programa.
Em julho, a iniciativa da atual gestão também foi destaque em reportagem da revista britânica The Economist, que apresentou São Paulo como um dos principais exemplos brasileiros de aplicação de tecnologia e inteligência artificial na segurança pública.
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