O circuito do Ibirapuera encerrou o pós-Carnaval neste fim de semana repetindo o sucesso registrado desde o pré-carnaval. Entre sábado (21) e domingo (22), mais três megablocos reuniram grandes públicos na região do Parque do Ibirapuera, mantendo o padrão de organização, diversidade musical e reforço operacional que marcou a edição 2026.
Num carnaval em que reunir milhares de foliões no Ibirapuera já se tornou marca registrada, o pós-carnaval começou no sábado com o Navio Pirata, do BaianaSystem, em uma apresentação que misturou ritmos e mobilizou o público ao longo do circuito.
Neste domingo, o circuito recebeu o bloco “Vem com o Gigante”, de Léo Santana, que voltou a arrastar foliões pela região do Parque do Ibirapuera no encerramento do pós-Carnaval.
O desfile começou por volta das 10h30 e seguiu até aproximadamente 13h. Foram mais de três horas de apresentação, que reuniu hits atuais e sucessos que atravessam os mais de 20 anos de trajetória do cantor. Ovacionado antes mesmo de subir ao trio elétrico, Léo Santana celebrou sua segunda participação no carnaval de rua paulistano.
“É sempre uma alegria imensa estar no carnaval de rua de São Paulo, ainda mais levando o ‘Vem com o Gigante’ pelo segundo ano consecutivo. Sou muito grato a todos os foliões que estiveram com a gente hoje — não só de São Paulo, mas de várias partes do Brasil que vieram viver essa festa linda. Poder encerrar essa maratona nas ruas, junto do povo, é muito especial pra mim”, afirmou.
Do alto de seus dois metros de altura — característica que inspira o nome do bloco —, o cantor transitou do pagode ao axé e interpretou músicas da sertaneja Marília Mendonça e do cantor Lulu Santos. Ao final, deixou o recado: “Prefeitura de São Paulo, obrigado. Ano que vem tem mais”.
Encerrando a programação de domingo, o Bloco Beats, comandado por Pedro Sampaio, iniciou o desfile por volta das 15h30, levando ao público uma mistura de funk, pop e música eletrônica. “É um sonho realizado... uma multidão... poder estar em São Paulo, num trio elétrico... é surreal”, disse Pedro Sampaio à TV Globo antes do desfile. “Gosto de misturar funk, axé...”.
Público vibra com blocos e estrutura
Como nos outros dias, ao longo do fim de semana, o circuito operou com controle de acesso e revista realizada por seguranças privados, com apoio da Guarda Civil Metropolitana e da Polícia Militar. Neste ano, a Prefeitura ampliou em 20% o efetivo da GCM para o Carnaval. Ao todo, 6.464 agentes e 1.884 viaturas atuaram na festa. Os megablocos contaram ainda com monitoramento por 482 câmeras do programa Smart Sampa e 23 drones.
O editor de vídeo Daniel Bustamanche, 35 anos, chileno radicado no Brasil há dez anos, acompanhou blocos no pré-Carnaval e no Carnaval — entre eles o Navio Pirata — e destacou a evolução da festa.
“Estou muito feliz por estar aqui. Aproveitei tudo com muita alegria porque tinha segurança, a Prefeitura disponibilizou banheiros químicos, todas as pessoas se respeitando, vestidas cada uma a seu modo. A festa está muito latino-americana. Tudo muito bom!”, disse.
Para o motoboy Gilson Barbosa, 37 anos, a organização foi decisiva para levar a família pela primeira vez a um bloco. Ao lado da esposa e das três filhas, de 13, 10 e 4 anos, ele ressaltou a tranquilidade.
“Resolvi trazer as meninas porque me informei e soube que a estrutura dada pela Prefeitura é boa, não tem confusão por conta do policiamento. Está muito legal, tudo bem tranquilo”, afirmou.
O empresário Fábio Venegas Vargas, 51 anos, que passou todo o período carnavalesco na capital, também elogiou a estrutura dos circuitos. “Estive nos desfiles da Faria Lima e aqui pela segunda vez. Há muita segurança, boa estrutura, vendedores atenciosos e boas atrações. Não posso reclamar. Está ótimo, espetacular”, declarou.