A Prefeitura de São Paulo esteve presente nesta segunda-feira (2) à posse do desembargador federal Johonsom di Salvo como presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) para o biênio 2026-2028. A participação do prefeito Ricardo Nunes na cerimônia, realizada no plenário do edifício-sede da Corte, reforça o diálogo institucional entre o Executivo municipal e a Justiça Federal. O evento reuniu autoridades dos três Poderes. O TRF-3 é responsável por julgar matérias da Justiça Federal em São Paulo e Mato Grosso do Sul. Leia aqui a íntegra do discurso do desembargador.
Em seu discurso de posse, di Salvo destacou a responsabilidade da Justiça Federal na Terceira Região — que abrange os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul — diante da complexidade dos grandes centros urbanos, com menção direta à capital paulista. “Temos aqui na Terceira Região a nosso encargo prestar Justiça a habitantes de grandes cidades, com destaque para a megalópole da América Latina, a São Paulo que se humaniza e se renova sob a batuta severa de um gestor afiado e dinâmico, meu amigo Ricardo Nunes, prefeito desta capital, que nos honra com a sua presença. Não sou paulistano mas me tornei, de livre e espontânea vontade”, afirmou.
A solenidade marcou o início da nova gestão do TRF3, responsável por julgar matérias de competência da Justiça Federal em dois estados que concentram grande densidade populacional e intensa atividade econômica.
O magistrado também chamou atenção para o volume de processos em tramitação no país. Citando levantamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mencionou a existência de 75 milhões de processos pendentes em 2025, embora cerca de 44 milhões tenham sido julgados no período. “O Brasil é proporcionalmente o líder mundial na litigância, com um acervo que desafia a imaginação e precisa ser enfrentado por cerca de 19 mil juízes distribuídos pelo território nacional, com a ajuda dos funcionários da Justiça”, declarou.
Após a cerimônia, Johonsom di Salvo afirmou que pretende conduzir a gestão com dedicação integral ao serviço público. “Sou um servidor público 24 horas por dia, um defensor da Justiça, um respeitador dos funcionários da Justiça Federal e do Judiciário em geral e uma pessoa que quer ver um futuro melhor para o nosso país”, disse.
O desembargador federal Carlos Muta, que presidiu o TRF3 no biênio 2024-2026, apresentou balanço da gestão, destacando iniciativas como as 11 edições do Pop Rua Jud, seis do Juizado Especial Federal Itinerante e oito do Caminho do Acordo. “Foram milhares de atendimentos a populações desassistidas, carentes e marginalizadas”, afirmou.
A mesa de honra foi composta por autoridades como o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin; o vice-presidente do STJ e corregedor-geral da Justiça Federal, ministro Luís Felipe Salomão; o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luís Roberto Barroso; o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho; o advogado-geral da União, Jorge Messias; o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel; o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Francisco Eduardo Loureiro; além do prefeito Ricardo Nunes, entre outras autoridades.