Gestão tira do papel "esqueletos" de obras e projetos parados há mais de 10 anos. Veja o "antes e depois"
Após mais de 10 anos marcados por obras interrompidas, contratos suspensos e equipamentos que não saíram do papel, a Prefeitura de São Paulo vem, desde 2021, destravando e concluindo intervenções que ficaram inacabadas, convertendo estruturas paradas em serviços para a população.
O processo envolve revisão de contratos, atualização de projetos e reestruturação das obras, com foco em viabilizar a entrega de equipamentos públicos que permaneceram por anos sem uso ou com execução limitada.
Na saúde, seis Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) que tiveram contratos rescindidos em agosto de 2016 foram retiradas da paralisação. Com as obras retomadas a partir de 2020, as unidades Vila Mariana, Jabaquara, Parelheiros, Mooca, Cidade Tiradentes e City Jaraguá ampliaram a capacidade de atendimento emergencial, com estruturas voltadas à alta demanda e, em alguns casos, soluções como usina própria de oxigênio.
Na educação, o cenário era de obras incompletas e baixa execução. Dos 20 Centros Educacionais Unificados (CEUs) previstos, apenas um havia sido entregue até 2016, enquanto 12 estavam com obras iniciadas e paralisadas, com execução entre 1% e 39% e estruturas expostas. Essas unidades foram retomadas e concluídas até 2022, ampliando a oferta de vagas e serviços educacionais, especialmente nas zonas Leste e Norte. Além disso, a gestão municipal entregou mais cinco novos CEUs desde 2021.
Na mobilidade, projetos estratégicos também exigiram recomeço. O Terminal Itaquera, previsto para ser entregue na Copa de 2014 e paralisado após suspensão de recursos federais por determinação do Tribunal de Contas da União, teve seu processo de construção reestruturado nesta gestão, foi relicitado e suas obras foram retomadas em 2023. Com 36 mil m², o terminal ampliará a integração com trilhos e deverá atender mais de 400 mil passageiros por dia.
O BRT Radial Leste seguiu trajetória semelhante. Com contrato suspenso em 2016 e rescindido em 2019, o projeto foi revisto e atualizado, com nova licitação e início das obras em setembro de 2024. O corredor terá 9,8 km de extensão, ligando o Terminal Parque Dom Pedro II à Penha, com previsão de atender cerca de 400 mil passageiros diariamente e incorporar sistemas inteligentes de transporte.
Já o corredor de ônibus Itaquera, anteriormente licitado, mas parcialmente executado e paralisado, passou por intervenções para viabilizar sua operação. Com contrato firmado em 2022, as ações se concentraram na adequação do sistema ao longo das avenidas Itaquera e Líder.
Na área de drenagem e combate a enchentes, o piscinão Capão Redondo também foi reconfigurado para permitir sua execução. O projeto original previa desapropriações com alto impacto social, incluindo a remoção de mais de 800 famílias. A revisão reduziu essas intervenções, preservou áreas residenciais e possibilitou a retomada das obras em 2022, com conclusão prevista para 2026.
A atual gestão também avançou na questão da segurança ao tornar realidade a proposta de ampliar a Guarda Civil Metropolitana em mais 2 mil agentes, o que era previsto já no Programa de Metas 2013 - 2016. Nesse período, somente 500 novos guardas foram contratados. Enquanto isso, na atual gestão, a Prefeitura contratou 2 mil agentes, elevando o total do efetivo para 7.500, além de ter um novo concurso em andamento.
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