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Diabetes tipo 1
Criação: 30/09/25 13:58

Prefeitura distribuirá aparelhos para crianças e adolescentes com diabetes tipo 1

Lei sancionada prevê fornecimento de sensores de monitoramento contínuo de glicose na rede pública de saúde de São Paulo
Agência SampaNews

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Lei sancionada prevê fornecimento de sensores de monitoramento contínuo de glicose na rede pública de saúde de São Paulo
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  • Aparelho realiza de 10 a 15 medições por dia (sendo uma após cada refeição), e de 3h à 6h, durante a madrugada
  • As medições ocorrem a cada cinco minutos para permitir que seja traçada uma curva de tendências glicêmicas
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O prefeito Ricardo Nunes sancionou nesta segunda-feira (29) o projeto de lei que autoriza o fornecimento de sensores de monitoramento contínuo de glicose para crianças e adolescentes de 2 a 12 anos com diabetes tipo 1 atendidos na rede pública de saúde de São Paulo. A iniciativa de incluir os dispositivos representa um avanço importante da Prefeitura para melhorar a qualidade de vida dos pacientes infantojuvenis e reduzir complicações associadas à doença na capital.

Para ter acesso aos dispositivos é preciso estar inscrito no CadÚnico e o encaminhamento para a colocação dos aparelhos será feito nas Unidades Básicas de Saúde. A implantação ajuda a melhorar muito o dia a dia de crianças como o Lucas, de 5 anos, portador de diabete tipo 1. Samina Sousa Chaves, da Comunidade DM1, associação voltada aos pacientes da doença, relata que após o sensor, a vida de toda a família mudou para melhor. 

“A gente furava o dedinho dele 12 vezes por dia, inclusive durante a madrugada, a cada três horas. Com esse aparelho temos a indicação se a glicemia está caindo e o quanto temos que aplicar de insulina. É outra vida. O sensor ainda tem um alarme e na escola, na mesma hora que a professora medir, a gente vai receber em casa o resultado. Isso nos dá mais previsibilidade para saber como trabalhar e a observar melhor os sinais. É realmente qualidade e expectativa de vida”, explicou Samina que participou da cerimônia de assinatura no gabinete do prefeito.

“Quando coloca o medidor, o celular da mãe ou do responsável coleta todas as informações. Se cair o nível de glicose, ela vai poder atuar. Tem um alarme que avisa. Um momento importante para termos esse avanço na cidade”, destacou o prefeito Ricardo Nunes.

O sensor medidor contínuo de glicose é implantado na pele para o monitoramento constante dos níveis de glicose no sangue, o que elimina a necessidade de picadas diárias nos dedos e garante precisão e conforto na gestão do diabetes. O aparelho realiza de 10 a 15 medições por dia (sendo uma após cada refeição), e de 3h à 6h, durante a madrugada. As medições ocorrem a cada cinco minutos para permitir que seja traçada uma curva de tendências glicêmicas.

O autor do PL 369/25, vereador Thammy Miranda (PSD), fala que a legislação não é apenas sobre diabetes, mas sobre o que as pessoas não vão mais deixar de fazer devido à doença. “Hoje o prefeito está assinando a vida para essas crianças”.


Diabetes em crianças
O diabetes ocorre quando o pâncreas não produz insulina (hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue) ou quando não usa de forma eficaz a que produz. É uma doença caracterizada pelo comprometimento do metabolismo da glicose. O de tipo 1 ocorre quando o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina e, geralmente, surge na infância ou na adolescência, mas pode ser diagnosticado na fase adulta. Seu tratamento é feito com insulina, medicamentos, alimentação saudável, fracionada e adequada, regular e regrada, e com exercícios físicos para auxiliar no controle do nível da glicose. 

Por meio do Programa de Automonitoramento Glicêmico (Pamg), a Secretaria Municipal da Saúde oferece em todas as 479 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da capital acompanhamento individualizado realizado por uma equipe multiprofissional. 

“Diante desse cenário desafiador, o monitoramento contínuo, o diagnóstico precoce e a abordagem multiprofissional integrada são fundamentais para reduzir complicações da diabetes tipo 1”, ressalta o secretário-adjunto da Secretaria Municipal da Saúde, Maurício Serpa.

No Brasil, 1,1 milhão de crianças e adolescentes têm a doença, o que coloca o país em terceiro lugar no ranking mundial da doença na faixa etária infanto juvenil. Estima-se que entre 5% e 10% do total de diabéticos sejam portadores do tipo 1. A doença é uma condição autoimune em que o sistema imunitário ataca as células do pâncreas que produzem insulina. 

“A cidade de São Paulo tem uma visibilidade incrível e tenho certeza que é o primeiro passo para que as crianças em todo o Brasil possam conviver bem com a diabetes”, ressaltou o CEO da GT Diabetes, Paulo Bettio.

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Prefeitura distribuirá aparelhos para crianças com diabetes
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