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Criação: 07/05/26 18:15

Ações da Prefeitura reduzem em 23% número de casos novos de transmissão de sífilis da mãe para o bebê em São Paulo

Enquanto média nacional é de 9,6 casos por mil nascidos, capital paulista tem taxa de 6,1 com trabalho contínuo e gratuito

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A cidade de São Paulo registra um avanço histórico na saúde pública: entre 2022 e 2025, a capital reduziu em quase 23% o número de casos de sífilis congênita (transmitida da mãe para o bebê). Com isso, o índice no município é de 6,1 casos por mil nascidos vivos — valor significativamente inferior à média nacional de 2024, de 9,6.

Sem tratamento, a sífilis congênita, que ocorre quando a bactéria Treponema pallidum passa da gestante para o feto, tem consequências severas: pode causar aborto, má formação, cegueira, surdez e óbito neonatal. No entanto, a transmissão é 100% evitável. O tratamento é simples, gratuito e feito com penicilina benzatina (benzetacil) nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Se a gestante e seu parceiro forem tratados corretamente durante o pré-natal, o bebê nasce saudável. 

São Paulo como referência nacional
A queda expressiva na capital — que passou de 976 casos em 2022 para 749 em 2025 — é fruto do Plano Municipal de Enfrentamento à Sífilis Congênita. Enquanto o Ministério da Saúde estabelece uma meta de redução de 5% ao ano, São Paulo superou as expectativas, garantindo que o direito ao nascimento seguro seja prioridade.

Ações que geraram o resultado

O resultado é reflexo de uma integração inédita entre vigilância e atenção básica, já que o sistema municipal de saúde não está apenas tratando a doença, mas também buscando a gestante e seu parceiro precocemente.

O diferencial da capital paulista está na descentralização e no monitoramento rigoroso:

350 Planos de Ação Locais: Implementados por meio dos Núcleos de Vigilância em Saúde (Nuvis-AB), esses planos adaptam as estratégias de prevenção às necessidades específicas de cada bairro.

Selo de Boas Práticas: Em 2025, a Prefeitura premiou 46 unidades de saúde com selos Ouro, Prata e Bronze, incentivando a excelência no atendimento. Unidades com menos de 2,5 casos por mil nascidos vivos recebem a graduação máxima.

Tratamento do Parceiro: A rede municipal intensificou a busca ativa pelos parceiros sexuais, fator crucial para evitar a reinfecção da gestante — a maior causa de falha no tratamento.

Estrutura de Apoio
A Prefeitura disponibiliza testes rápidos e tratamento em todas as UBSs, Centros de Testagem e Aconselhamento (CTAs) e Serviços de Atenção Especializada (SAEs). O objetivo da gestão continuar os trabalhos inovadores para manter a trajetória de queda da sífilis congênita.

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