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Criação: 23/03/26 23:07

Lollapalooza 2026: público elogia estrutura da Prefeitura para atender festival que reuniu cerca de 300 mil pessoas em Interlagos

Agência SampaNews

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A experiência de quem viveu o Lollapalooza 2026 ajuda a traduzir a dimensão do evento em São Paulo. Entre shows, deslocamentos e encontros, o público destacou a organização, a mobilidade e a estrutura oferecida pela cidade durante os três dias de festival, realizados entre 20 e 22 de março, no Autódromo de Interlagos, na Zona Sul. Ao todo, quase 300 mil pessoas passaram pelo local.

Para garantir o funcionamento da cidade e o acesso ao evento, a Prefeitura de São Paulo mobilizou uma operação integrada com reforço no transporte público, organização do trânsito e esquema especial de segurança em toda a região, permitindo que milhares de pessoas circulassem com conforto e segurança.

“Na hora que a minha amiga lembrou que a passagem do ônibus era de graça aos domingos, não pensei duas vezes. Moro aqui na Zona Sul e já vou gastar o que economizei com um lanche mais reforçado, sem preocupação com a volta. Zerei a vida”, disse, entusiasmado, o estudante de administração Gabriel Augusto Fernandes Lima, 24 anos, que esteve no festival no último domingo (22).

A realização de eventos dessa magnitude também impulsiona diretamente a economia da capital. Nos últimos anos, a arrecadação de ISS proveniente de atividades ligadas a eventos cresceu de forma consistente, refletindo o fortalecimento de São Paulo como destino estratégico para grandes produções culturais e de entretenimento. O cenário reforça o papel da cidade como motor econômico e cultural, capaz de atrair investimentos, gerar empregos e movimentar diversos setores, do turismo à economia criativa.

Além da estrutura operacional, a cidade também se destaca pela experiência urbana oferecida ao público, com mobilidade facilitada, diversidade de serviços e acolhimento a visitantes de diferentes regiões do Brasil e do exterior.

“A estrutura do festival é impressionante. Achei os banheiros muito limpos, com sinalização clara e áreas organizadas. Dá para curtir sem preocupação”, disse a estudante de publicidade Renata Gomes Pereira, 22 anos.


Turistas no Lolla
A presença de turistas de diferentes regiões do Brasil e do exterior foi um dos destaques do Lollapalooza 2026, reforçando São Paulo como um dos principais destinos de turismo de eventos da América Latina. 

“Eu fico impressionado vendo como São Paulo consegue receber tanta gente e ainda funcionar bem. Desde o aeroporto até o festival, tudo foi muito fluido. Realmente é uma cidade bem organizada e que comporta esse tipo de evento”, destacou o chileno Diego Ramírez Castillo, 31 anos.

A experiência urbana oferecida pela capital também aparece como diferencial para quem visita a cidade. A facilidade de acesso, a ampla rede de transporte público e a diversidade de opções de lazer fazem com que muitos turistas aproveitem a viagem para explorar São Paulo além do festival.

“Viajar para São Paulo para viver o Lollapalooza foi uma experiência incrível. Fiquei surpresa, pois achei a cidade muito organizada, fácil de entender o transporte e nos sentimos seguros. Certamente voltarei no ano que vem”, afirmou a colombiana María Fernanda Gutiérrez, 28 anos.

Além do impacto imediato na economia, o festival contribui para fortalecer a imagem de São Paulo no cenário internacional, posicionando a cidade como um polo cultural dinâmico e preparado para receber grandes públicos. Muitos visitantes prolongam a estadia para conhecer diferentes regiões, a gastronomia e as atrações culturais, ampliando os efeitos positivos para o turismo.

“Eu acho que São Paulo é uma referência nacional por abraçar tantos eventos como o Lolla. Já vim em outras edições e é impressionante como tudo melhora a cada ano. A cidade realmente sabe receber eventos grandes de um jeito que a gente não vê em outros lugares”, disse a estudante de administração Patrícia Almeida Souza, 21 anos, natural de Belo Horizonte, que pretende aproveitar a estadia para conhecer pontos turísticos como o Parque Ibirapuera.


Acessibilidade
acessibilidade no Lollapalooza 2026 consolidandou avanços importantes na forma como grandes eventos são planejados para receber pessoas com deficiência. A estrutura contou com plataformas elevadas com boa visibilidade dos palcos, rotas acessíveisbanheiros adaptados e equipes treinadas para atendimento especializado. Além disso, as áreas de descompressão e apoio garantiram mais conforto ao longo do dia, permitindo que todo o público aproveitasse a experiência com mais autonomia e segurança.

Para quem já acompanha o festival há mais tempo, a evolução é perceptível a cada edição. “Eu venho ao Lollapalooza há três anos e dá para sentir como a acessibilidade melhorou. Hoje me sinto muito mais confortável, sem depender da ajuda de tantas pessoas para me deslocar entre os palcos, fora que ter uma área exclusiva para ver os shows faz toda a diferença. Elas são altas e ninguém fica na nossa frente atrapalhando a visão. Com certeza estarei aqui em 2027”, disse a analista de sistemas Rafaela Gomes da Silva, 34 anos.

Outro ponto destacado pelo público foi a importância das áreas exclusivas e do suporte oferecido durante todo o evento, que contribuem diretamente para uma experiência mais inclusiva. “Ter esses espaços faz toda a diferença. A gente consegue curtir os shows com tranquilidade, sabendo que existe estrutura e apoio quando precisamos. Eu não sabia dessa sala de descompressão e ela realmente é muito importante, tanto para as pessoas com deficiência, como autismo, como para quem acompanha, que pode ficar mais confortável em meio a alguma crise que venha a acontecer. Vou falar com a minha tia para trazer meu primo, que tem autismo, no ano que vem”, afirmou Willian Ferreira Costa, 29 anos.


Três dias que agitaram a cidade
primeiro dia do festival chamou a atenção por um detalhe curioso que tomou conta do Autódromo: o público se dividiu visualmente entre produções dominadas pelas cores rosa e branco e looks em preto, criando um contraste marcante e espontâneo entre os fãs de Sabrina Carpenter e Deftones.

Mesmo com a apreensão do publico devido a chuva que caiu no dia anterior, o autódromo amanheceu pronto para receber o público do Lolla. “Eu fiquei esperando o pior cenário, preocupada por causa da chuva que caiu na quinta-feira. Vim até de galocha para enfrentar a lama, mas quando cheguei fiquei impressionada. Já estava tudo quase seco, com as poças drenadas. Posso curtir o dia inteiro”, disse a estudante de arquitetura Beatriz Helena Martins Souza, 21 anos.

A cena reforçou a diversidade estética e cultural que marca o evento, transformando o espaço não apenas em palco musical, mas também em vitrine de tendências e expressões individuais. Entre selfies, encontros e apresentações, o público mostrou que o Lollapalooza vai além da música, é um espaço de identidade e pertencimento dos mais variados gostos musicais.

“Foi muito engraçado perceber isso ao longo do dia. Você olhava para um lado e via tudo rosa, brilhante, leve. Para o outro, era preto, mais intenso. É como se fossem dois universos convivendo no mesmo festival e eu acho uma diversidade sadia e importante, pois aqui todo mundo se respeita”, disse a designer de moda Mariana Tavares Oliveira, 23 anos. 

No segundo dia, um novo elemento tomou conta do público: chapéus de cowboy na cor rosa, com franjas e glíteres espalhados por diferentes setores do evento. O acessório virou uma espécie de símbolo coletivo entre os fãs da cantora pop Chappell Roan, criando uma atmosfera leve, divertida e altamente compartilhável nas redes sociais.

A tendência espontânea reforça o caráter orgânico do festival, onde o comportamento do público ajuda a construir a narrativa de cada edição, transformando momentos simples em fenômenos visuais e culturais.

“Eu nem conhecia a tendência quando cheguei, mas acabei comprando um chapéu também. Virou meio que uma conexão entre as pessoas, todo mundo se reconhecendo e entrando na brincadeira”, disse o analista de marketing Lucas Ferreira Mendes, 22 anos.

terceiro dia do Lollapalooza 2026, no domingo, foi marcado por um clima de euforia. Mesmo com calor e muito sol, o público ocupou o Autódromo de Interlagos desde cedo para acompanhar a programação. As apresentações alternaram entre momentos mais sensíveis, com fãs cantando em coro e criando uma atmosfera quase intimista mesmo em meio à multidão, e sets mais pulsantes, que transformaram o espaço em uma grande pista coletiva. Entre os destaques, o show de Tyler, The Creator concentrou uma das maiores multidões do festival, com forte conexão com o público e uma performance marcada por presença de palco e engajamento do início ao fim. Já Lorde trouxe um contraste potente, com uma apresentação mais emocional e estética, criando momentos de contemplação coletiva e coro intenso entre os fãs.

“É uma vitrine para o mundo. Quem vem para o festival acaba conhecendo a cidade e voltando outras vezes. Hoje estou recebendo na minha casa meus amigos do Rio e Recife, que vieram para o show, mas claro que aproveitamos e estendemos a estadia deles um pouquinho para que eles também pudessem conhecer alguns bares e shoppings”, disse a economista Juliana Ribeiro Costa, 33 anos.

O encerramento do festival reforçou o papel de São Paulo como palco de grandes eventos internacionais e destacou a capacidade da cidade de receber grandes públicos com estrutura, diversidade e dinamismo.

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