A Prefeitura de São Paulo concluiu as obras de drenagem e canalização do Córrego Veleiros, na região de Capela do Socorro, Zona Sul, uma intervenção aguardada há anos pela população e que já beneficia diretamente mais de 38 mil moradores dos bairros Jardim dos Lagos e Veleiros, com impacto ampliado em todo o distrito. Com investimento de R$ 49,2 milhões, os trabalhos começaram em 2024 e foram finalizados neste mês, abrangendo 1.185 metros de extensão com a implantação de galerias, redes de microdrenagem e a canalização do curso d’água ao longo das avenidas dos Lagos, Dr. Artur Cordeiro e Atlântica, além das ruas Luís de Pina e Valentim Ramos Delano.
A capacidade de vazão do córrego estava comprometida devido à erosão nas margens e ao assoreamento de seu leito, o que reduzia o escoamento das águas e provocava alagamentos frequentes na região.
Além de reduzir o risco de alagamentos, a obra incluiu a recuperação de quatro travessias sobre o córrego, facilitando o acesso a imóveis da região, e a requalificação de áreas públicas, como as praças Escoteiros Almirante Tamandaré, Elida Fontanesi Gagliardi e Antônia Pereira de Almeida Morais, que receberam melhorias nas pistas de caminhada, novos mobiliários e paisagismo. Também foram instaladas bocas de lobo, poços de visita — fundamentais para manutenção da rede —, novos passeios e pavimentação nos trechos atendidos. O empreendimento gerou mais de 181 empregos diretos e indiretos.
A entrega faz parte de um conjunto amplo de ações da Prefeitura para ampliar a resiliência da cidade frente às chuvas. Desde 2021, foram investidos R$ 10,2 bilhões em obras, serviços e manutenção do sistema de drenagem — mais que o dobro do aplicado na década anterior. Nesse período, já foram concluídas 745 intervenções, incluindo 207 obras de canalização e contenção de córregos e 85 projetos de drenagem. A cidade conta atualmente com 70 reservatórios de controle de cheias, sendo 55 sob gestão municipal, com capacidade total de armazenamento de 8,1 milhões de metros cúbicos de água e monitoramento em tempo real.
Somente em 2025, a limpeza e manutenção da rede retiraram, em média, 44 toneladas diárias de resíduos das bocas de lobo, evidenciando a dimensão operacional necessária para manter o sistema funcionando. No ano passado, foram removidas mais de 229 mil toneladas de detritos dos piscinões; neste ano, já são mais de 77 mil toneladas.