Prefeitura reforça combate a enchentes com ‘bueiros ecológicos’ para evitar obstrução das galerias
A Prefeitura de São Paulo deu início à instalação de 1.560 bueiros ecológicos equipados com dispositivos de retenção de resíduos, como parte das ações de zeladoria e prevenção de enchentes na capital. Produzidos em policarbonato, material de alta durabilidade e resistente à corrosão, os novos dispositivos funcionam como uma espécie de gaiola interna com capacidade para coletar até 120 litros de resíduos, o equivalente a oito sacos grandes de lixo doméstico ou 70 kg de material orgânico. Por não possuírem valor de revenda, os equipamentos não são alvos de furtos.
A principal inovação do projeto está na criação de uma barreira física que até então não existia no sistema convencional. Antes da instalação dos novos bueiros, não havia qualquer tipo de filtragem para os resíduos descartados irregularmente nas ruas. Com isso, garrafas, plásticos e outros descartes entravam diretamente nas galerias pluviais, causando obstruções. Esse entupimento é um dos principais fatores que ocasionam alagamentos, uma vez que a barreira de lixo impede a passagem da água, sobrecarregando o sistema de drenagem durante as chuvas.
“Além de melhorar a eficiência da drenagem, a novidade também facilita o trabalho das equipes de limpeza urbana, tornando a manutenção mais eficiente. Mas é fundamental que cada um faça a sua parte: a população precisa fazer o descarte correto de pequenos residuos”, afirma o secretário das Subprefeituras, Fabricio Cobra.
A primeira unidade foi implantada no cruzamento das ruas Bento Freitas e Marquês de Itu, na região central. Nos próximos dias, as equipes da Secretaria Municipal das Subprefeituras darão continuidade às implantações em outros pontos da cidade.
Os equipamentos são ajustáveis, o que permite a adaptação às bocas de lobo já existentes na cidade.
Enquanto a água da chuva passa normalmente pelo sistema, o lixo carregado pela enxurrada fica retido, facilitando a remoção e evitando que a sujeira se acumule no subsolo da cidade. Os dispositivos ajudam a reduzir o acúmulo de resíduos nas galerias de águas pluviais, melhorando o escoamento da água da chuva e prevenindo alagamentos. Além disso, por não possuírem valor de revenda, os equipamentos não são alvos de furtos.
A quantidade e a localização das instalações segue as áreas priorizadas pelo Plano de Chuvas da capital, focando em pontos estratégicos onde o fluxo de resíduos é mais crítico. Por se tratar de um projeto-piloto, a substituição não ocorrerá em todos os bueiros da cidade, mas sim naqueles identificados como cruciais para a fluidez do escoamento.
A limpeza e a retirada dos resíduos retidos nos bueiros ecológicos ocorrerão de forma periódica, em conformidade com o plano de trabalho das equipes de limpeza urbana das 32 Subprefeituras. Em situações que demandem maior atenção, como períodos de intensificação das chuvas, a frequência das atividades deverá ser ajustada, observadas as diretrizes operacionais e o planejamento, podendo variar para intervalos menores, conforme necessidade.
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