Secretaria Municipal de Esportes e Lazer
Meninas no Esporte: histórias de dedicação que inspiram novas gerações
Embora as mulheres tenham conquistado cada vez mais espaço no esporte, muitas atletas ainda enfrentam desafios que vão além das competições. Questões como a falta de incentivo, o preconceito e a necessidade de conciliar a rotina de treinos com outras responsabilidades fazem parte da realidade de diversas meninas. No Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP), histórias como a da Viviani Mankatu de 9 anos, da Ginástica Artística, e Fernanda da Silva de 15 anos, do basquete, mostram como o esporte pode contribuir para o desenvolvimento pessoal, a construção da confiança e a realização de sonhos dentro e fora das quadras e ginásios.
Aos 9 anos, Vivi já tem uma trajetória marcada pela dedicação à Ginástica Artística. O seu primeiro contato com a modalidade aconteceu durante o Brasileirinho, campeonato idealizado pela ex-ginasta Daiane dos Santos. A participação despertou o interesse pelo esporte e abriu caminho para que ela ingressasse no Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, onde segue desenvolvendo suas habilidades. Ao longo da sua vida, a atleta conta com o apoio constante da mãe, sua principal incentivadora. Segundo ela, a rotina intensa de deslocamentos e treinos deverá ficar mais tranquila em breve, já que a família está se mudando para uma residência mais próxima do Centro Olímpico.
No primeiro ano de Vivi no Centro Olímpico, a adaptação à nova rotina exigiu esforço tanto da atleta quanto da família. Entre treinos, deslocamentos e compromissos diários, mãe e filha precisaram reorganizar o dia a dia para acompanhar a nova fase. “No primeiro ano dela aqui no COTP foi bem cansativo, tanto para mim quanto para ela. Mas agora, depois de muito esforço e dedicação, já estamos mais acostumadas”, declarou Mambuene Mbizi. A mudança para uma residência mais próxima do Centro Olímpico também deve contribuir para tornar a rotina ainda mais leve para as duas.
Se com a ginasta o apoio da mãe é fundamental para a trajetória da atleta, no basquete a história de Fernanda, integrante da equipe Sub-15 do Centro Olímpico, também é marcada pela presença da família. Além do amor pelo basquete, ele se tornou um dos principais incentivadores da atleta, acompanhando sua evolução dentro das quadras e celebrando cada conquista ao seu lado.
Seu irmão Felipe, que também pratica basquete, acompanha de perto sua trajetória e admira a dedicação demonstrada diariamente pela atleta. “Fico impressionado com a rotina da minha irmã, saindo cedo e voltando tarde. Ela é muito guerreira”, afirmou.
Apesar dos avanços conquistados pelas mulheres no esporte, situações de preconceito e machismo ainda fazem parte da realidade de muitas atletas. Felipe contou que já presenciou momentos em que sua irmã enfrentou esse tipo de situação, mas ressaltou que isso nunca foi motivo para que ela desistisse de seus objetivos. Pelo contrário, os desafios serviram como motivação para que Fernandinha continuasse se dedicando aos treinos e buscando seu espaço dentro das quadras, demonstrando determinação e resiliência diante das adversidades.
Ao compartilharem suas histórias, Vivi e Fernandinha mostram que o esporte vai muito além dos resultados e das competições. Seja na ginástica artística ou no basquete, as duas atletas encontram no treinamento diário oportunidades de aprendizado, crescimento e superação. Com o apoio de suas famílias e a determinação de seguir em busca de seus objetivos, elas representam tantas outras meninas que constroem, todos os dias, seu espaço no esporte e inspiram novas gerações a acreditarem em seu potencial.
Texto: Amanda Guedes | aguedessalviano@prefeitura.sp.gov.br
Arte: Otávio Oliveira | otaviorodrigues@prefeitura.sp.gov.br
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