Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente
Prefeitura inaugura Parque Primavera e amplia áreas de lazer em São Miguel Paulista
A Prefeitura de São Paulo inaugurou neste sábado (14) o Parque Primavera, primeiro parque municipal da região de São Miguel Paulista, na zona leste da capital. A entrega da Fase 1 do equipamento marca o desfecho de um processo judicial que manteve o espaço fechado por 14 anos. Com a decisão favorável à administração municipal, o local foi reaberto oficialmente para cumprir sua função social, ambiental e de lazer para a população.
Localizado na avenida Antônio Louzada Antunes, e próximo ao Córrego Jacu e Limoeiro, o parque conta com uma área total de 154 mil m², distribuídos em duas fases de implantação, a primeira com 27,3 mil m², e a segunda com 127.447,08 m², que ainda passará por um Plano de Intervenção e, posteriormente, o estudo de implantação de novos equipamentos. Ainda há previsão de uma terceira fase, para ampliar o espaço em área adjacente, que seguirá para um estudo fundiário na pasta.
A Fase 1 do parque conta com sede administrativa, guarita, sanitários públicos, quiosques, mobiliário urbano, iluminação, cercamento, brinquedos naturalizados e Academia da Terceira Idade (ATI). O projeto também garantiu que as calçadas do entorno do parque fossem remodeladas e transformadas em calçadas verdes, assim, integrando a arborização como tratamento paisagístico do parque.
Para a abertura ao público, a área ainda recebeu melhorias nas estruturas de madeira, nova pintura e mobiliário, intervenções no intertravado e alambrado, e de jardinagem. Todos estes serviços de manutenção foram executados dentro dos contratos vigentes da Pasta, incluindo mão de obra, materiais e novos equipamentos presentes no estoque.
O secretário do Verde e do Meio Ambiente, Rodrigo Ashiuchi, destaca a importância da decisão judicial que permitiu a reabertura do espaço. “Depois de mais de dez anos de espera, a Justiça autorizou que o Parque Jardim Primavera volte a cumprir sua principal função: receber a população com segurança e respeito ao meio ambiente. Essa decisão reforça que o trabalho técnico realizado pela Secretaria foi conduzido com responsabilidade e dentro da legalidade. É uma conquista importante para São Miguel Paulista e para toda a zona leste, que passa a contar com mais um espaço público de lazer e preservação ambiental.”
A fauna do local reúne 46 espécies, sendo seis de insetos, como joaninhas, abelhas e formigas, além de um mamífero, o rato-do-mato, e 38 espécies de aves. Entre elas estão quero-quero, pombas silvestres, anu, beija-flor, periquito-rico, joão-de-barro, bem-te-vi e sabiá, além de aves de rapina como urubu, gavião-carijó, caracará e carrapateiro. Durante o verão, também podem ser avistadas as espécies suiriri e tesourinha. Com 36 espécies, a flora é composta por 16 nativas; com destaque para Collaea speciosa, espécie ameaçada de extinção. O parque também abriga abelhas nativas sem ferrão, fundamentais para o processo de polinização das flores na cidade de São Paulo.
Histórico:
O espaço foi criado pela Lei nº 13.308, e em 2012 foram concluídas as obras da Fase 1 de implantação do parque. Entretanto, por uma liminar da Justiça de São Paulo, o espaço permaneceu fechado por 14 anos, pela alegação de contaminação do solo na área em que antigamente operou um aterro Jacuí, desativado em 1988. Ao longo deste período, a Pasta atuou de forma integrada com a Procuradoria Geral do Município de São Paulo (PGM) para assegurar o direito da população ao acesso a um espaço público de relevância para o lazer, a convivência e a preservação ambiental na região de São Miguel Paulista, além de garantir a zeladoria e vigilância da área.
Com a autorização da Justiça para a abertura da Fase 1 do parque e execução do Plano de Intervenção na Fase 2, determinando a improcedência da ação e a revogação da liminar, a administração municipal pode atuar para a manutenção do espaço e abertura ao público.
Sobre o bairro:
São Miguel Paulista tem origem no período colonial e ocupa uma das áreas mais antigas da zona leste de São Paulo, às margens do Rio Tietê. Antes da chegada dos colonizadores, a região era habitada pelos indígenas Guaianazes, em terras conhecidas como Ururaí ou Planalto de Baquirivu, concedidas por sesmaria em 1580. Por volta de 1600, foi criada a Aldeia de São Miguel Arcanjo, com capela construída pelos indígenas sob orientação dos jesuítas e reconstruída em 1622, ano que marca a fundação oficial do bairro.
Ao longo dos séculos, a área se desenvolveu a partir de sítios e chácaras instalados na várzea do Tietê, consolidando-se como núcleo histórico da região. Com o crescimento da cidade de São Paulo, especialmente no século XX, São Miguel Paulista passou por urbanização acelerada e tornou-se referência para a formação de outros bairros da zona leste.
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