Secretaria Municipal da Saúde
Bloco Bibitantã, composto por pacientes e profissionais de saúde mental, celebra 20 anos

O Bibitantã durante ensaio no Cecco Previdência (Acervo/SMS)
Para entrar no clima de Carnaval, o bloco Bibitantã animou a tarde dos pacientes da Unidade de Referência à Saúde do Idoso Geraldo de Paula Souza (Ursi-GPS), localizado no bairro do Sumaré, na zona oeste, nesta terça-feira (10).
A apresentação integra a comemoração de 20 anos do cordão, que reúne pacientes e profissionais de serviços de saúde mental, e comprova o poder transformador da arte e, mais especificamente, do samba.
O grupo nasceu da parceria do Centro de Convivência e Cooperativa (Cecco) Previdência e dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) Itaim e Butantã. E foi batizado com a junção dos nomes dos dois bairros: Bibitantã. Anos depois, os Caps Lapa e AD (Álcool e Drogas) Butantã também se uniram à iniciativa.
“A ideia inicial era promover atividades que combinassem elementos da cultura popular, como o samba, para que os pacientes pudessem se expressar e desenvolver seus potenciais artísticos como cantar, dançar e tocar instrumentos”, conta Juliana Moura Leite da Fonseca, assistente social do Cecco Previdência, que integra o grupo há oito anos.
Com repertório próprio, as canções são compostas pelos integrantes do grupo, em uma construção conjunta que estimula a troca de saberes e aborda temas como a luta antimanicomial e o combate ao preconceito (“Nosso grito vai vencer/Diferentes vão viver/Preconceito não/Respeito por favor/Vou pintar toda a rua de amor”, diz o samba-enredo de 2019).
Para encerrar os festejos carnavalescos, o cordão irá participar do desfile do tradicional bloco Velha Guarda Butantã, no dia 21 de fevereiro às 14 horas.
Promoção da saúde
Para a assistente social Juliana, a participação no bloco contribui para o bem-estar dos pacientes. “O samba é alegria e o Carnaval traz a possibilidade de vivenciar diferentes papéis. O bloco permite que essas pessoas sejam vistas como artistas, rompendo o estigma do diagnóstico de saúde mental e contribuindo para a diversidade e inclusão”.
A relações públicas e cantora Carolina Aguerre de Salles Penteado, 35 anos, conheceu o bloco há três anos. “Às vezes eu venho meio triste para os ensaios, mas a música e a troca com os outros integrantes fazem brotar uma alegria no meu coração. A arte tem o poder de transmutar estados mentais”, reflete.
Vínculos
Os encontros semanais também fortalecem os laços entre os 30 integrantes do grupo. “A música auxilia no tratamento da saúde mental. Percebo que eles interagem, se divertem e ficam mais comunicativos”, avalia o técnico de enfermagem Marcos José do Nascimento Lima, 55 anos, que trabalha no Caps Butantã e toca surdo no bloco.
Para Thais Cristina Bonfante Rocha, 27 anos, a participação no bloco ajuda a diminuir a ansiedade e depressão. Durante os ensaios, conheceu Luiz Fernando Santos, 28. Ela é passista e toca tamborim, enquanto Luizão, como é chamado pelos amigos, dita o ritmo com a caixa. Eles estão juntos há quase três anos, provando que amor de Carnaval pode, sim, ser duradouro.
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