Secretaria Municipal da Saúde

Terça-feira, 24 de Março de 2026 | Horário: 16:00
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Dia Mundial de Combate à Tuberculose reforça importância de protocolo único em toda a rede municipal

Atenção Primária segue linha de cuidado padronizada em todas as UBSs para garantir diagnóstico precoce, tratamento supervisionado e cura da doença

No Dia Mundial de Combate à Tuberculose, celebrado em 24 de março, a cidade de São Paulo reforça uma mensagem essencial no enfrentamento da doença. A tuberculose tem cura se tratada adequadamente. O diagnóstico e tratamento são oferecidos pelo SUS. Na cidade de São Paulo, todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) seguem o mesmo protocolo assistencial, baseado nas diretrizes da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e do Ministério da Saúde. A linha de cuidado é estruturada justamente para garantir padrão de qualidade, diagnóstico oportuno e acompanhamento rigoroso em toda a rede.

Segundo a infectologista e coordenadora do Programa Municipal de Controle da Tuberculose, Rachel Russo Leite, o protocolo padronizado é fundamental para o controle da doença. “A linha de cuidado é estruturada para que todas as unidades atuem da mesma forma, com busca ativa de sintomáticos respiratórios, diagnóstico rápido, início imediato do tratamento e acompanhamento mensal. Isso garante equidade, qualidade assistencial e aumenta as chances de cura”, afirma.  

Cura depende da adesão ao tratamento
A transmissão da tuberculose ocorre pelo ar, principalmente, em contatos prolongados com pessoas com a forma pulmonar da doença. O principal sintoma é a tosse persistente por três semanas ou mais, com ou sem catarro. O exame é simples, gratuito e realizado em todas as UBSs da capital, por meio do Teste Rápido Molecular (TRM), com coleta de escarro.

O tratamento é oferecido exclusivamente pelo SUS e tem duração mínima de seis meses, exigindo o acompanhamento mensal da equipe multiprofissional. Após cerca de 15 dias de tratamento, o risco de transmissão cai significativamente. A tuberculose tem cura, desde que o ciclo seja completado corretamente.

Além do diagnóstico e tratamento dos casos ativos, a rede municipal também avalia os contatos próximos dos pacientes. Pessoas com infecção latente recebem tratamento preventivo gratuito. A vacina BCG, aplicada preferencialmente logo após o nascimento, é uma das principais estratégias de proteção contra as formas graves da tuberculose em crianças menores de cinco anos de idade.

UBS Caju: exemplo da aplicação do protocolo
Na zona oeste da capital, a UBS Caju, no Jaguaré, segue a linha de cuidado adotada por toda a rede municipal. O trabalho desenvolvido na unidade ilustra como o protocolo padronizado se traduz em resultados concretos no território. “Nosso papel é cumprir rigorosamente o que está estabelecido na linha de cuidado: identificar precocemente os casos, iniciar o tratamento rapidamente, acompanhar mensalmente e realizar o tratamento supervisionado quando indicado. Isso é o que garante adesão e cura”, explica o enfermeiro Samir Zar, responsável pelo acompanhamento de pacientes com tuberculose na unidade.

Foi o que aconteceu com o aposentado J.H.C.S., 62 anos. Ele não apresentava sintomas clássicos quando recebeu o diagnóstico durante exames de rotina. Encaminhado para tratamento na UBS, iniciou o acompanhamento supervisionado. “Eu não estava sentindo nada. Foi um susto. Mas venho todos os dias. O atendimento me surpreendeu muito, tudo muito organizado e humanizado. Isso faz toda a diferença”, conta.

O tratamento supervisionado, no qual o paciente toma a medicação na própria unidade, com acompanhamento da equipe de enfermagem, é uma das estratégias fundamentais para evitar abandono e ampliar as chances de cura. A equipe multiprofissional, composta por médico, enfermagem, assistente social, psicólogo, farmacêutico, nutricionista e educador físico, garante suporte integral ao paciente durante todo o processo.

A busca ativa é feita rotineiramente em todos os territórios da cidade. “A tuberculose tem cura, mas depende de diagnóstico precoce, adesão ao tratamento e acompanhamento adequado. Por isso a padronização do protocolo em toda a rede é tão estratégica para o controle da doença na cidade”, conclui.

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