Secretaria Municipal da Saúde
Retrospectiva 2025: O ano em que as histórias de profissionais do SUS Paulista foram reconhecidas internacionalmente
Em 2025, o Boletim Gente contou novas histórias que mostram o Sistema Único de Saúde (SUS) paulistano feito de pessoas, vínculos e escolhas diárias pelo cuidado. As edições emocionaram pela presença humana e o impacto social diante dos desafios postos à saúde pública e a necessidade de respostas criativas, inovadoras, iniciativas inéditas no Brasil e avanços em programas relevantes da maior cidade brasileira.
O trabalho com 14 povos aldeados em São Paulo foi o tema escolhido para apresentar o Gente e Gente.doc na 1ª Conferência Internacional de Tecnologias Sociais da Memória, em novembro, evento promovido pelo Museu da Pessoa em parceria com o Sesc Centro de Pesquisa e Formação e o StoryCenter, para o qual o boletim da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) foi escolhido pela curadoria na categoria histórias digitais (storytelling), sob o tema “Vidas, Vozes e Saberes em um Mundo em Chamas” para ser exibido como case a uma plateia global e diversa.
No episódio com o profissional de educação física, Américo Rasquinho, o Gente abordou o cuidado com Práticas Integrativas e Complementares (Pics) para fazer prevenção entre a população indígena atendida na Unidade Básica de Saúde (UBS) Vargem Grande, “mais urbanizada”, a UBS Vera Poty e o Anexo Krukutu.
Em Parelheiros, a médica Tatiana Medeiros transformou uma realidade marcada pela gravidez na adolescência. Com informação, acesso à contracepção e trabalho próximo da comunidade, ajudou a reduzir drasticamente os casos, abriu novas possibilidades de futuro para meninas em situação de vulnerabilidade.
Equidade e diversidade
A agente de políticas públicas Fernanda Aguiar teve sua trajetória na Saúde aprimorada em uma experiência internacional, antes de assumir a coordenação da Assessoria de Planejamento (Asplan), onde lidera, por exemplo, o processo de construção do Plano Municipal de Saúde (PMS) com a participação social. Ela é umas das gestoras da SMS, onde mulheres são 74% do contingente de trabalho.
No Hospital Municipal Guarapiranga, a enfermeira Shirley Ferreira Schunck apostou na humanização em projetos de impacto na gestão de leitos. Ao fortalecer vínculos com pacientes de longa internação, contribuiu para qualificar o processo de altas, promover o encontro entre pacientes e familiares, importantes para devolver o pertencimento a essas pessoas.
A terapeuta ocupacional Paula Pavan Antonio compartilhou uma experiência sensível sobre maternidade e trabalho, com o apoio da sala Pontos de Afeto, no edifício-sede, onde conseguiu conciliar o retorno ao trabalho, após a gestação, com a amamentação da filha graças a essa política de acolhimento a mulheres da Secretaria de Gestão (Seges), da Prefeitura de São Paulo.
Já a história de Adelaide Cascais dos Santos evidenciou como acolhimento e oportunidade transformam trajetórias. Com baixa visão causada por albinismo ocular, ela trabalha na regulação da Unidade Básica de Saúde (UBS) Jardim Mitsutani. Com o apoio dos colegas, a deficiência visual não limitou a capacidade de trabalho, sua inclusão e a as chances de desenvolvimento profissional.
Com o personagem Dentão, Iago Ferreira de Souza aproxima crianças do cuidado em saúde bucal. O jovem dentista da rede transforma medo e insegurança em afeto para o aprendizado das crianças sobre prevenção.
A assistente administrativa no Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” (Cejam), Elizama Ferreira da Silva, mostrou no último episódio do ano como acolher e escutar são relevantes no SUS. Com mais de duas décadas na Saúde, trabalhou na promoção da equidade, defesa das populações vulnerabilizadas e segue a inspirar pessoas nesses 21 anos dedicados à diversidade e estratégias para aprimorar o atendimento nos serviços da rede.
Destaques da edição
“Como mulher negra, quero inspirar outras pessoas. Em 2022, representei a população negra da Saúde em um vídeo institucional para o mês da Consciência Negra. Quando podemos trazer esperança às pessoas, fazê-las refletir e entender que são capazes, acredito que elas saem de um lugar ruim e caminham para outro onde podem vivenciar essas mudanças.” - Elizama Ferreira da Silva, assistente administrativa no Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” (Cejam)
“É muito gratificante saber que eles viram na minha trajetória profissional uma oportunidade para contribuir com essas outras mulheres incríveis da turma e poder equiparar essa desigualdade imposta pela sociedade para as mulheres em cargos de gestão.” - Fernanda Aguiar, coordenadora da Asplan
“Os pacientes ali se importam muito mais com a presença do que com coisas materiais. Nas aldeias, as crianças ficam sob os cuidados de todos da comunidade. Até me emociono ao falar, porque eles dão valores para coisas, como uma amizade, estar com a outra pessoa. E nós viemos de um meio que dá valor para coisas materiais.” - Américo Rasquinho, profissional de educação física
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