Secretaria Municipal da Saúde

Terça-feira, 25 de Agosto de 2026 | Horário: 09:00
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Saúde da capital ultrapassa 164 mil horas de monitorização cerebral em recém-nascidos de alto risco

Tecnologia de neuromonitorização disponível na rede municipal já realizou 2.463 exames e auxilia na identificação precoce de alterações neurológicas em bebês internados
Fotografia em plano médio, tirada dentro de uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), focada na tecnologia de neuromonitorização. Em primeiro plano, sobre um carrinho de equipamentos, repousa um notebook com a tela aberta exibindo um software de EEG (eletroencefalograma), com traçados de ondas cerebrais coloridas em tempo real. Diretamente acima, um monitor maior exibe, de forma espelhada, a mesma interface do software de EEG, confirmando a leitura. Ao fundo, ligeiramente desfocado, vê-se um recém-nascido deitado dentro de uma incubadora transparente, com diversos fios e sensores conectados, indicando o monitoramento constante. O ambiente é clínico, com tons claros, outros equipamentos médicos e uma placa de identificação do leito visível na parede.

Tecnologia de neuromonitorização em tempo real disponível na rede municipal, mostrando o EEG de recém-nascido (Acervo/SMS)

A Prefeitura de São Paulo contabilizou 2.463 neuromonitorizações cerebrais em recém-nascidos de alto risco, totalizando 164.711 horas de monitoramento e 27.452 interações da equipe especializada. O serviço é realizado pelo Centro de Monitoramento, que acompanha, em tempo real, a atividade cerebral de bebês internados nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) neonatais da rede municipal da saúde, auxiliando as equipes na detecção de alterações e na tomada de decisões mais rápidas e seguras.

A iniciativa contribui para ampliar o diagnóstico precoce de lesões cerebrais, reduzindo o risco de sequelas neurológicas potencialmente evitáveis. Entre maio de 2017 e julho de 2026, a neuromonitorização identificou crises epilépticas em 12% dos pacientes acompanhados. Entre esses casos, o monitoramento foi determinante para o diagnóstico e o direcionamento do tratamento em 87,5% dos recém-nascidos.

As principais indicações para o procedimento foram suspeita de crise convulsiva (20,3%), prematuridade com menos de 32 semanas ou peso inferior a 1.500 gramas (19,9%), instabilidade hemodinâmica (12,1%) e encefalopatia hipóxico-isquêmica moderada (11,9%).

Dos pacientes acompanhados, 78% apresentaram ciclo sono-vigília, padrão associado a um bom prognóstico de neurodesenvolvimento em bebês de alto risco. A ausência desse padrão, entretanto, não significa necessariamente um prognóstico desfavorável.

O levantamento também mostrou que 53% dos bebês monitorados nasceram por cesariana e 47% por parto vaginal. Em relação ao sexo, 58% eram meninos e 42%, meninas. Quanto à idade gestacional, 43,5% tinham mais de 37 semanas, enquanto 41,5% nasceram com menos de 34 semanas e 6 dias. A faixa de peso mais frequente foi entre 2,5 e 3,5 quilogramas, correspondente a 33,1% dos pacientes.

Como parte dessa estratégia de fortalecimento da assistência neonatal, a Prefeitura de São Paulo implanta, de forma pioneira no país, o modelo de UTI Neonatal Neurológica Digital (UTI Neon) nos hospitais da rede municipal, em parceria com a Protecting Brains & Saving Futures (PBSF), empresa que também fornece a tecnologia de neuromonitorização.

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