Secretaria Municipal da Saúde
Saúde da capital ultrapassa 164 mil horas de monitorização cerebral em recém-nascidos de alto risco

Tecnologia de neuromonitorização em tempo real disponível na rede municipal, mostrando o EEG de recém-nascido (Acervo/SMS)
A Prefeitura de São Paulo contabilizou 2.463 neuromonitorizações cerebrais em recém-nascidos de alto risco, totalizando 164.711 horas de monitoramento e 27.452 interações da equipe especializada. O serviço é realizado pelo Centro de Monitoramento, que acompanha, em tempo real, a atividade cerebral de bebês internados nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) neonatais da rede municipal da saúde, auxiliando as equipes na detecção de alterações e na tomada de decisões mais rápidas e seguras.
A iniciativa contribui para ampliar o diagnóstico precoce de lesões cerebrais, reduzindo o risco de sequelas neurológicas potencialmente evitáveis. Entre maio de 2017 e julho de 2026, a neuromonitorização identificou crises epilépticas em 12% dos pacientes acompanhados. Entre esses casos, o monitoramento foi determinante para o diagnóstico e o direcionamento do tratamento em 87,5% dos recém-nascidos.
As principais indicações para o procedimento foram suspeita de crise convulsiva (20,3%), prematuridade com menos de 32 semanas ou peso inferior a 1.500 gramas (19,9%), instabilidade hemodinâmica (12,1%) e encefalopatia hipóxico-isquêmica moderada (11,9%).
Dos pacientes acompanhados, 78% apresentaram ciclo sono-vigília, padrão associado a um bom prognóstico de neurodesenvolvimento em bebês de alto risco. A ausência desse padrão, entretanto, não significa necessariamente um prognóstico desfavorável.
O levantamento também mostrou que 53% dos bebês monitorados nasceram por cesariana e 47% por parto vaginal. Em relação ao sexo, 58% eram meninos e 42%, meninas. Quanto à idade gestacional, 43,5% tinham mais de 37 semanas, enquanto 41,5% nasceram com menos de 34 semanas e 6 dias. A faixa de peso mais frequente foi entre 2,5 e 3,5 quilogramas, correspondente a 33,1% dos pacientes.
Como parte dessa estratégia de fortalecimento da assistência neonatal, a Prefeitura de São Paulo implanta, de forma pioneira no país, o modelo de UTI Neonatal Neurológica Digital (UTI Neon) nos hospitais da rede municipal, em parceria com a Protecting Brains & Saving Futures (PBSF), empresa que também fornece a tecnologia de neuromonitorização.
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