O Carnaval de Rua de São Paulo tem refletido diretamente no caixa de bares, restaurantes e ambulantes que atuam nos circuitos e no entorno dos blocos. Com recorde de blocos e expectativa de reunir 16,5 milhões de foliões, gerar R$ 3,4 bilhões na economia e criar cerca de 50 mil empregos, a festa impulsiona as vendas e garante incremento de até 30% no faturamento para comerciantes — em alguns casos, até mais.
À frente do restaurante Paladar Nordestino, no Bixiga, Rose Rodrigues, 38 anos, também sente o impacto positivo. “Melhora bastante, aumenta muito. A cultura movimenta, né? A cultura movimenta a economia, não tem como”, afirma. Sobre a organização, ela é categórica: “Em relação à segurança tá tudo tranquilo. Tudo OK”.
No mesmo bairro, o comerciante cearense Marcos Alan Pereira, 55 anos, dono da Choperia e Petisqueria Bixiga há cinco anos, projeta crescimento garantido. “É um evento muito importante aqui para o bairro, é quando o comerciante pega um pouquinho de gordura em termos financeiros”, avalia. Segundo ele, o aumento chega a 30%. “Em torno de 30%, isso aí é garantido. Está muito bom. Só tenho a agradecer.”
Para Célia Mota, 53 anos, dona da Achiro Pizza há duas décadas, o mês de Carnaval é estratégico. “Olha, é maravilhoso. A gente agradece ter carnaval porque deixa a rua bem movimentada.” Ela afirma que o faturamento cresce em comparação a outros períodos do ano. “Com certeza, o valor é bem maior. O faturamento é bem maior.” E ressalta a evolução da organização: “Eu acho que está bem organizado, cada ano eles estão melhorando cada vez mais.”
Dono do Blue Bar Drink, Janaelson da Silva Nascimento, 35 anos, afirma que os blocos que passam nas proximidades do seu estabelecimento transformam o movimento. “As vendas melhoram bastante. Melhoram 100%”, conta. Ele também destaca o clima de tranquilidade durante a festa. Segundo o empresário, o Carnaval na capital “está bem seguro”.
O comerciante Roberto Silva, 49 anos, que atua em restaurante e lanchonete na Rua Xavier de Toledo, no Centro, afirma que o impacto é direto no caixa. “Nosso faturamento aumenta em 30% durante o Carnaval e, com certeza, muitos clientes acabam retornando após as festas”, comenta. Para o empresário Edenilson dos Santos, 39 anos, o saldo também é positivo. “O balanço é bem positivo. Graças ao nosso bom atendimento, estamos conseguindo conquistar um público diferente”, diz. Segundo ele, eventos como os blocos ampliam as vendas e ajudam a fortalecer o negócio ao longo do ano.
Carnaval mais organizado e renda maior
Entre os ambulantes cadastrados pela Prefeitura, a percepção é semelhante. Thiago Henrique, 37 anos, participa do seu sétimo Carnaval trabalhando nas ruas e, pela primeira vez, atuou na Rua da Consolação. “Está bem organizado e estamos conseguindo vender bastante”, relata. No sábado (7), ele esteve em Pinheiros e espera ampliar o lucro nos próximos dias de festa. Já a diarista Aline Cristina, 37 anos, está em seu quarto ano como ambulante. Ela comemorou o resultado do pré-Carnaval e diz que a expectativa é alta para os demais dias de folia na cidade. “Esse trabalho ajuda muito mesmo, consigo fazer uma reserva e um dinheiro extra”, afirma.
O analista de seguros Matheus Henrique dos Santos, 20 anos, da Vila da Paz, Zona Sul, participa pela primeira vez do evento como ambulante e vê na festa uma oportunidade de crescimento. “É uma abertura de porta para a vida das pessoas”, diz. Laís Rodrigues de Souza, 28 anos, no segundo ano consecutivo de trabalho no Carnaval, percebe avanço em relação a 2025. “De vendas está bem melhor que o ano passado. Tem bastante movimentação de pessoas também. Acho que aumentou 100% o movimento”, avalia. Para ela, a organização faz diferença: “Tudo contribui. Tem mais segurança, mais limpeza. A gente joga as latinhas e já tem os catadores para pegar, o pessoal da limpeza passa. Ficou bem limpo”.
Com 15 anos de experiência com food truck, Kelly Patrícia da Silva, 51 anos, participa do Carnaval no Ibirapuera há seis edições. “Organização eu acho top. Não tem o que reclamar, pelo menos na minha visão”, diz. Para ela, a visibilidade da festa também gera retorno ao longo do ano. “Veio gente do ano passado que comeu no carro, voltou de novo.” Sobre o faturamento, admite que, em dias bons, é possível até dobrar o resultado de outras praças. A renda extra já tem destino certo: “Vai terminar de pagar meu caminhão.” Kelly ainda faz questão de agradecer o apoio local. “A gente sempre é muito bem tratado. Não tenho do que reclamar.”
Também atuando com food truck, Jacilene Vital da Silva, 44 anos, que normalmente trabalha nos arredores do estádio do Morumbi, decidiu apostar no Carnaval no Ibirapuera. O resultado compensa. “O Carnaval é sempre uma oportunidade para todos que atuam nesse ramo. Em um dia normal, vendendo bem, eu costumo arrecadar uns R$ 2 mil ou R$ 3 mil. No Carnaval, é R$ 5 mil ou R$ 6 mil, o dobro”, afirma, explicando que usará o valor para pagar as contas.
Já a ambulante Laís Rodrigues de Souza, 28 anos, percebe avanço em relação ao ano passado. “De vendas está bem melhor que o ano passado. Tem bastante movimentação de pessoas também. Eu acho que esse ano aumentou 100% o movimento”, avalia. Para ela, a estrutura influencia diretamente no resultado. “Tudo contribui. Tem mais segurança, mais limpeza. A gente joga as latinhas e já tem os catadores para pegar, o pessoal da limpeza passa. Ficou bem limpo”.