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Criação: 27/01/26 19:04

Em 5 anos, serviço da Prefeitura possibilita a localização de mais de 3.700 pessoas desaparecidas


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Reunindo tecnologia, articulação institucional e atendimento humanizado, o serviço de localização de desaparecidos da Prefeitura de São Paulo possibilitou o reencontro de 3.765 pessoas entre 2021 e 2025. Somente em 2025, foram 2.732 solicitações, que resultaram na localização de 1.024 pessoas. 

O trabalho é realizado pela Coordenação de Localização Familiar e Desaparecidos, que atua a partir do cruzamento de dados da rede pública, da Delegacia de Pessoas Desaparecidas e do Ministério Público, por meio do Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (PLID), responsável por apoiar as buscas em diferentes frentes. 

Além disso, as  buscas também contam com apoio das 40 mil câmeras do Smart Sampa distribuídas por toda a cidade. Maior sistema de monitoramento inteligente da América Latina, o Smart Sampa é integrado a diversos bancos de dados, como o da Secretaria Municipal de Direitos Humanos, que contém o cadastro de desaparecidos. Entre as 3.765 pessoas encontradas, a ferramenta já ajudou a localizar 149 pessoas desaparecidas.

O coordenador do departamento, Darko Hunter, destaca que não é necessário aguardar 24 horas para registrar o boletim de ocorrência de desaparecimento. Assim que a pessoa rompe com sua rotina, o registro pode ser feito, inclusive de forma online, por um familiar ou pessoa próxima. “Além disso, é importante que a família entre em contato com o SAMU, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros para verificar se há alguma ocorrência registrada”, orienta Darko.

Após o registro do boletim de ocorrência, quem necessita do atendimento ofertado pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC) deve entrar em contato com a Coordenação de Localização Familiar e Desaparecidos pelo WhatsApp (11 97549-9770) e preencher o formulário disponível no site da Prefeitura.

“A família nos encaminha uma cópia do boletim de ocorrência, preenche as informações com as características detalhadas, informando se a pessoa tem tatuagem, cicatriz, o possível local e a data do desaparecimento e, se possível, uma foto, além de autorizar a divulgação da imagem”, explica Darko.

Com as informações reunidas, o departamento inicia as buscas na rede de acolhimento da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) e verifica registros junto à Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e ao Instituto Médico Legal (IML).

Quando a pessoa é localizada em algum equipamento da Prefeitura, a equipe técnica realiza uma entrevista, informando sobre a existência do boletim de ocorrência, quem a procura e se há interesse em restabelecer contato. Darko ressalta que essa etapa é fundamental, já que muitos desaparecimentos estão associados a situações delicadas, como violência doméstica ou conflitos familiares.

O reencontro com a família é sempre uma escolha da pessoa localizada. Caso a pessoa não deseje o reencontro, ela registra essa decisão por escrito. O alerta é então retirado do sistema, e a informação é comunicada à Delegacia de Pessoas Desaparecidas do DHPP.

Quando a localização não ocorre de imediato, um alerta de desaparecimento é inserido no sistema. Se, futuramente, essa pessoa acessar qualquer serviço de acolhimento da Prefeitura — como CRAS ou CREAS — a informação aparecerá no atendimento, junto ao telefone do serviço de localização, permitindo o acionamento da equipe responsável.

Como parte da estratégia de busca, o departamento também elabora cartazes com foto e informações básicas, divulgados nas redes sociais e em espaços de grande circulação. Uma dessas parcerias envolve as linhas Verde, Azul e Vermelha do Metrô, que exibem semanalmente cinco casos. “Recentemente, conseguimos localizar uma pessoa após um passageiro reconhecer a imagem, fotografar o cartaz e entrar em contato conosco”, relata o coordenador.

Posto Avançado
Quem não tem acesso à internet pode buscar atendimento presencial no Posto Avançado da Coordenação de Localização Familiar e Desaparecidos, localizado no Centro Pop Santa Cecília, na Rua Norma Pieruccini Giannotti, 206 – Barra Funda, com atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

O objetivo não é apenas localizar o parente desaparecido, mas ajudar a família na reativação dos vínculos perdidos. O serviço realiza o cadastramento de desaparecidos e oferece orientações às famílias.

O atendimento presencial também é realizado na Ouvidoria de Direitos Humanos, na Rua Dr. Falcão Filho, 99 – região central da capital , das 10h às 16h, mediante apresentação de uma foto recente da pessoa desaparecida. Há possibilidade de agendamento pelo telefone (11) 3104-0701.

Links úteis

Formulário para cadastramento de desaparecidos:
https://prefeitura.sp.gov.br/web/direitos_humanos/w/desaparecidos/formulario_de_cadastramento/254691

Boletim de Ocorrência (BO) online:
https://www.delegaciaeletronica.policiacivil.sp.gov.br/ssp-de-cidadao/home

Dados importantes que precisam ser informados no registro do Boletim de Ocorrência:
* Características físicas;
* Cicatrizes, marcas de nascença, tatuagens, piercings, pintas visíveis, próteses etc.;
* Roupas e pertences pessoais usados na última vez em que foi visto(a);
* Hábitos e estado emocional recente;
* Último lugar em que foi visto(a);
* Dados do aparelho celular;
* Contexto do desaparecimento: para onde a pessoa estava indo, com quem ela estava etc.


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