Prefeitura entrega 131 apartamentos em Campos Elíseos e amplia moradia popular no Centro de São Paulo
A Prefeitura de São Paulo entregou nesta segunda-feira (1º) 131 apartamentos para famílias de baixa renda no bairro de Campos Elíseos, ampliando a oferta de moradia popular na região central da cidade. Viabilizado pelo programa Pode Entrar, o Residencial General Rondon recebeu investimento de R$ 26,1 milhões e integra a estratégia de levar mais moradores para o Centro da capital.
Com unidades de dois dormitórios e infraestrutura de lazer e convivência, o residencial reforça a estratégia de ampliar a oferta de moradia popular no Centro. Desde 2021, a Prefeitura já entregou 1.621 unidades habitacionais na região central e mantém outras mil em construção pelo programa Pode Entrar, maior programa habitacional da história da cidade.
O prefeito Ricardo Nunes destacou o simbolismo do momento para as famílias contempladas. “A gente está fazendo esse trabalho super importante de entrega no maior programa habitacional da história da cidade e também, no caso específico de hoje, o trabalho da reurbanização e da requalificação do nosso Centro da cidade”, disse. “Só aqui no Centro eu já entreguei 1.621 unidades e hoje estou entregando mais 131. Mais mil estão em construção.”
O Residencial General Rondon foi construído na modalidade Entidades do Pode Entrar, modelo de autogestão em que a Prefeitura financia o empreendimento e a entidade parceira é responsável pela execução das obras e indicação das famílias beneficiadas. Neste caso, a obra foi realizada pela Unificação das Lutas de Cortiços e Moradia (ULCM).
A entrega faz parte do maior ciclo habitacional já realizado na cidade. Entre 2025 e 2026, já foram entregues 11.394 unidades habitacionais em 27 empreendimentos distribuídos por todas as regiões da capital. Desde 2021, o total chega a 19.281 moradias. Atualmente, mais de 41 mil unidades estão em obras.
O secretário municipal de Habitação, Diogo Soares, ressaltou o papel da habitação nas transformações em curso na região central. “Enquanto muitos falaram em revitalizar o Centro, esta gestão trouxe as pessoas para morar no Centro. Está entregando habitação, investindo e criando oportunidades para quem mais precisa”, afirmou.
Para o secretário, a entrega representa mais do que a ocupação de um imóvel. “A casa própria é mais do que parede e teto. Ela representa segurança, tranquilidade e uma nova oportunidade para as famílias construírem seu futuro.”
Moradia definitiva
Entre os novos moradores está a balconista Isabel Rodrigues da Costa, de 36 anos. Mãe de dois filhos, um adolescente de 15 anos e um bebê de quatro meses, ela comemora o fim do aluguel e a possibilidade de oferecer mais estabilidade à família. “Agora vou poder oferecer mais dignidade aos meus filhos, com educação e lazer melhores. Uma vida melhor e a oportunidade de poder sonhar mais alto.”
Para o filho mais velho, a mudança terá um significado especial. “Será a primeira vez que ele terá um quarto só dele. Até hoje, o cantinho dele era na sala ou ao lado da minha cama.”
O consultor de atendimento Israel Martins, de 42 anos, também recebeu as chaves ao lado do pai, Silvio Alves. A conquista encerra uma espera que atravessou décadas. “Meu pai está nessa luta desde que chegou a São Paulo, há 55 anos, vindo do Paraná. Depois de muita batalha, hoje estamos concretizando esse sonho.”
A emoção tomou conta da família. “É uma coisa maravilhosa, chega a ser inacreditável. Depois de tudo o que passamos, ter o nosso canto e saber que vamos morar em um lugar tão incrível.”
Já a costureira Luciane Rodrigues de Oliveira, de 49 anos, celebra o resultado de nove anos de espera. “É muita emoção. É a realização de um sonho depois de muita luta, de uma vida inteira. Agora temos a garantia do nosso cantinho, meu e dos meus filhos.”
Estrutura e localização
O Residencial General Rondon é composto por uma torre de 16 andares, com apartamentos entre 47 m² e 48 m², distribuídos em unidades com dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro e área de serviço. Quatro apartamentos foram projetados para atender pessoas com deficiência após a área de engenharia ouvir os moradores.
Na área comum, os moradores terão acesso a salão comunitário, quadra esportiva, playground, bicicletário, horta comunitária no terraço, áreas de convivência e duas churrasqueiras, ampliando as opções de convivência e uso coletivo. Inserido em região com infraestrutura consolidada como os demais habitacionais construídos pela Prefeitura, o Residencial General Rondon conta com acesso facilitado a transporte público, comércio, serviços e equipamentos urbanos.
Pode Entrar
O Pode Entrar é o maior programa habitacional da história da cidade de São Paulo e atua por diferentes modalidades:
Empresas: produção de unidades habitacionais em áreas públicas municipais por meio de chamamentos públicos;
Aquisição: compra de imóveis produzidos ou em produção pelo mercado privado;
Entidades: financiamento público com execução realizada por entidades e movimentos de moradia;
Melhorias: reforma e requalificação de conjuntos habitacionais em áreas vulneráveis;
Parcerias Público-Privadas (PPPs): construção e requalificação de empreendimentos em parceria com a iniciativa privada;
Carta de Crédito: aquisição de imóveis prontos por famílias de baixa renda.
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