Prefeitura lança projeto de revitalização do Complexo Roosevelt com foco em lazer, segurança e integração urbana
A Prefeitura de São Paulo abriu Consulta Pública para o projeto de revitalização e gestão do Complexo Roosevelt, na região central. O objetivo principal da concessão é transformar a área em um polo mais seguro, dinâmico e integrado, ampliando a oferta de serviços e atividades para a população. Sugestões e dúvidas devem ser enviadas até o dia 1º de julho no e-mail sgpparcerias@prefeitura.sp.gov.br. O edital e os documentos técnicos estão disponíveis para consulta neste link.
A audiência pública será realizada virtualmente no dia 17 de junho de 2026, às 10 horas, com transmissão neste link.
O projeto estabelece que a futura concessionária invista na requalificação do espaço e seja cobrada pelo poder público para manter a limpeza, a segurança e a zeladoria. O acesso livre e gratuito está garantido nas regras: é vedado o fechamento, parcial ou total, de qualquer área da praça para a realização de eventos.
A Praça Roosevelt passará por adequações estruturais e de drenagem, com destaque especial para a reforma do pergolado, a recuperação de dois quiosques e a ampliação do cachorródromo. As intervenções visam melhorar a infraestrutura de lazer, preservando a vocação cultural da praça e a continuidade das tradicionais feiras já consolidadas.
Além disso, também está prevista uma conexão direta com o Parque Augusta por meio da Rua Gravataí, que será totalmente requalificada para funcionar como um eixo de integração urbana. O espaço receberá novos jardins de chuva, plantio de árvores, nova iluminação e mobiliário urbano, tornando a caminhada entre a Praça Roosevelt e o Parque Augusta mais verde e agradável.
Já o espaço conhecido como "Baixo do Viaduto" ganhará projeto de iluminação e instalação de câmeras de segurança. O Belvedere Roosevelt, entregue em 2023, terá sua conservação garantida pela nova gestão.
Outra novidade é o estacionamento subterrâneo, que será reaberto ao público. O subsolo da Praça Franklin Roosevelt, atualmente restrito a agentes públicos, passará por adequações e voltará a receber os veículos da população em geral (mediante pagamento).
Além das obras e da zeladoria, a concessionária terá a obrigação de ofertar uma programação contínua de atividades socioculturais, educacionais, esportivas e recreativas de interesse coletivo.
Investimentos da concessão
Para viabilizar essas transformações, o projeto prevê cerca de R$ 8,05 milhões em investimentos diretos (obras) na área, além de R$ 38,4 milhões projetados para custeio, manutenção e segurança ao longo das duas décadas de operação.
A adoção do modelo de concessão de uso apresenta uma alternativa vantajosa para o Município, na medida em que prevê o pagamento de outorga inicial, bem como pagamentos mensais e semestrais de outorga pela concessionária, em contrapartida ao desenvolvimento de atividades econômicas no Complexo Roosevelt, notadamente a exploração do Estacionamento Roosevelt.
A outorga contará tanto com o valor mínimo inicial, no montante de R$ 2.962.718,00, quanto com uma parcela variável, na porcentagem entre 10% e 20% da receita bruta operacional obtida pela parceira privada, cujo percentual poderá variar em função do fator de desempenho avaliado pelo Poder Concedente.
Além disso, a vinculação das obras, manutenção e operação a um mesmo instrumento contratual incentivará a execução de obras de melhor qualidade e a manutenção rotineira e permanente do Complexo Roosevelt e seus equipamentos, trazendo maior racionalidade, eficiência e previsibilidade na gestão do patrimônio público.
A modelagem do projeto foi desenvolvida com apoio técnico da São Paulo Parcerias S.A., considerando as diretrizes operacionais e urbanísticas definidas pelo Município de São Paulo.
Após o encerramento da consulta pública e análise das contribuições recebidas, será publicada a versão final do edital de licitação.
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