Em meio à música alta, confetes e multidões que tomam conta das ruas da capital, um detalhe discreto tem feito diferença para milhares de famílias: as pulseirinhas de identificação distribuídas gratuitamente para crianças durante os blocos de Carnaval. A iniciativa da Prefeitura de São Paulo reforça a segurança e garante mais tranquilidade para pais e responsáveis curtirem a festa.
Para reforçar a segurança das famílias durante a folia, a Prefeitura distribui as pulseiras em pontos estratégicos da cidade, como nas bases das equipes do Plantão Integrado de Direitos Humanos e tendas de apoio nos blocos de rua, especialmente nos cortejos infantis. As pulseiras possuem campos para preenchimento do nome da criança e do telefone do responsável, o que permite localização rápida em caso de desencontro em meio à grande concentração de público. A orientação é que, se a criança se perder, os responsáveis procurem imediatamente um policial ou uma base de apoio, sem esperar, para agilizar o reencontro.
“É o segundo ano que trago as crianças, e eles gostam muito. Ter os dados na pulseira é muito bom e me deixa ainda mais segura para ir aos blocos”, afirma a ajudante de cozinha Tamires Barreto Marques, 33 anos, que levou os filhos e a sobrinha para aproveitar a programação no fim de semana.
A auxiliar de dentista Stefanni Gomes dos Santos, 32 anos, decidiu atender aos pedidos do filho Estevan, de 4 anos, que se encantou com o Carnaval que via pela televisão. Escolheu um megabloco para a estreia do menino — com planejamento. “Ele tava vendo na televisão: ‘Mãe, quero carnaval, quero carnaval’, eu falei: ‘Vou trazer um pouquinho pra ele conhecer’”, conta. Mesmo optando pelo que chama de “carnaval de verdade”, tomou cuidados: “Ficar um pouquinho longe da muvuca por causa do calor”. Para ela, a pulseira é essencial: “Ajuda no caso de se perder. Ele mesmo vai entrar em desespero, mas aí a pessoa vai já ver no braço, já me liga de imediato”.
O montador Alexandre Silva Borges, 32 anos, também aprovou a medida ao levar o filho para a folia. “É uma iniciativa muito boa, as crianças são indefesas e quanto mais segurança, melhor”, diz.
Pela primeira vez no Carnaval de São Paulo, a diarista Jenifer de Oliveira, 42 anos, veio de Taboão da Serra para curtir o bloco da Luísa Sonza com a família e fez questão de colocar a identificação nas crianças. “É uma segurança, coloquei na minha filha e na minha neta, acho muito importante. Estou me sentindo muito segura no bloco.”
Até os adolescentes acharam interessante utilizar, como a estudante Yasmin Maciel, 15 anos, moradora da Vila Cruzeiro, também aderiu à pulseira. Fã da cantora, ela já frequentou outros blocos e lembra que imprevistos podem acontecer. “Nos outros anos foi bom, claro que tem os perrengue, né, as muvuca, mas deu tudo certo.” Sobre a identificação, ela é direta: “Sim, coloquei. É importante para que se acaso eu me perder eu consiga vir para cá para tentar achar minha mãe, meu pai, a família.” E reforça: “Se acontecer alguma coisa eu peço ajuda, sei que tem o carrinho aqui da prefeitura para ajudar se acaso se perder, então eu estou me sentindo tranquila.”
A ação faz parte do conjunto de medidas adotadas para ampliar a proteção de mulheres, população negra, LGBTQIA+ e crianças durante o Carnaval. Leia mais aqui.