A cidade de São Paulo começa 2026 com 1.748 obras em execução simultaneamente em todas as regiões da capital, consolidando um dos maiores ciclos de investimentos em infraestrutura urbana da história recente do município. O volume de intervenções é viabilizado por um orçamento recorde de R$ 14 bilhões destinados ao urbanismo, valor 43,4% superior ao aplicado na área no ano passado e equivalente a 10,2% de todo o orçamento municipal deste ano.
Desde 2021, quase 10 mil obras já foram entregues à população, abrangendo desde grandes projetos estruturantes até intervenções de manutenção, zeladoria e implantação de equipamentos públicos. As ações impactam diretamente a mobilidade urbana, a prevenção de enchentes, a habitação, a requalificação de espaços públicos e a ampliação da rede de serviços essenciais.
Entre as obras de maior porte está o BRT Radial Leste, com quase 10 quilômetros de extensão e conexão com o Metrô, e a ligação Pirituba–Lapa, que inclui novas pontes sobre o Rio Tietê e deve reduzir em até 36 minutos o tempo de deslocamento entre os terminais, beneficiando cerca de 78 mil usuários diariamente. No extremo sul da cidade, a conexão Graúna–Gaivotas avança para facilitar o deslocamento de aproximadamente 1 milhão de pessoas. Também integra o pacote de investimentos, e o prolongamento da Avenida Chucri Zaidan, que prevê a construção do Túnel Cecília Lottenberg, ligando a região à Avenida João Dias.
A resiliência climática é outro eixo central das intervenções em andamento. No Campo Limpo, Zona Sul, o Reservatório Morro do S está em execução para reduzir áreas inundáveis e minimizar os impactos das chuvas. Na Zona Leste, o Reservatório Lapenna e a canalização do Córrego Rodeio reforçam o sistema de drenagem em São Miguel Paulista e Cidade Tiradentes. Essas obras atendem diretamente cerca de 24 mil moradores e têm entregas previstas para o primeiro semestre de 2026.
Na área habitacional, a Prefeitura avança com projetos que integram moradia e infraestrutura urbana. O conjunto habitacional Novo Brasil, na região da Capela do Socorro, na Zona Sul, terá 2.711 unidades habitacionais, das quais 557 serão entregues neste início de ano e as demais até o fim de 2027. O empreendimento prevê atendimento a cerca de 10 mil pessoas e inclui equipamentos públicos como uma Unidade Básica de Saúde (UBS), dois Centros de Educação Infantil (CEI) e uma unidade do Armazém Solidário, além do CEU Padre Chicão, na Zona Sul, inagurado nesta quarta-feira (4).
O Programa Pode Entrar reforça a política habitacional com a previsão de entrega de mais de 7 mil moradias já a partir de março, distribuídas por diferentes regiões da cidade, com destaque para empreendimentos como o Residencial Bresser VI, na Mooca, Perus e a primeira fase do Reserva Raposo. Somados, esses projetos representam investimentos superiores a R$ 1,5 bilhão.
A requalificação urbana também avança em territórios vulneráveis, como o Parque das Flores, em São Rafael, na Zona Leste. Com investimento de R$ 250,4 milhões e 80% de execução, o projeto beneficia mais de 5,2 mil famílias com obras de saneamento, pavimentação e canalização de córregos, com entregas previstas por etapas até 2028.
Com frentes de trabalho distribuídas por toda a cidade, as 1.748 obras em andamento refletem uma estratégia de investimento contínuo em infraestrutura, com foco na melhoria da mobilidade, da qualidade de vida e do acesso a serviços públicos, reforçando a capacidade da capital de crescer com planejamento, inclusão e sustentabilidade.