Recursos de acessibilidade:
Criação: 17/02/26 18:03

São Paulo tem Carnaval com sertanejo, rock, eletrônico, música latina e até bloco para pets

Com quase 100 estilos, cidade consolida diversidade como marca da maior festa de rua do país
Agência SampaNews

Ouvir notícia
Clique para ouvir

Ler resumo da notícia

Do samba ao eletrônico, do sertanejo ao K-pop, do reggaeton ao ijexá — e até bloco exclusivo para pets. Em 2026, o Carnaval de Rua de São Paulo reúne quase 100 estilos musicais diferentes, segundo dados dos blocos inscritos, e confirma a diversidade como marca registrada da festa. Veja aqui a programação completa dos blocos.

Na cidade que realiza o maior Carnaval do Brasil — com recorde de 627 blocos, expectativa de 16,5 milhões de foliões, impacto estimado de R$ 3,4 bilhões na economia e cerca de 50 mil empregos gerados — tradição e novidade caminham juntas. Samba, axé e marchinhas dividem espaço com reggae, rock, funk, sertanejo, rap, hip hop, forró, frevo, afro, música latina, eletrônica e manifestações como música boliviana, coreana e folclore japonês.

Nos megablocos do Ibirapuera, o sertanejo arrasta multidões com Michel Teló, Gustavo Mioto e Lauana Prado. O rock aparece no Bloco 89, com Supla, no Bloco Emo, no Se Fui Triste Não Me Lembro e no Ritaleena, em homenagem a Rita Lee. O Bixiga vibra ao som latino do ¡SÚBETE! e do México Pra Baixo. Já o Vou de Táxi aposta na nostalgia dos anos 1990 e 2000, misturando axé, pop e clássicos de Angélica, Xuxa e Mamonas Assassinas.

À frente do Se Fui Triste Não Me Lembro, Di Ferrero resume o espírito da cidade. “Eu fiquei tão feliz o ano passado, não esperava que teria tanta repercussão assim, e foi. Então agora tem que ser todo ano. Todo ano eu tenho que estar aqui nesse Carnaval, na minha casa, em São Paulo”, afirma.

“A expectativa desse ano é maior ainda. Tem um show maior, com mais versões. Acho que eu já peguei mais a manha do que é esse bloco e do que ele me permite fazer. Estou felizão.”

Para a médica Ana Paula Panariello, 32 anos, essa pluralidade se reflete no público. “O Carnaval de São Paulo é muito diverso e todo mundo se sente representado. Todo mundo consegue ser quem realmente é, ser muito feliz e aproveitar.”

Moradora da Bela Vista, a administradora Renata Finotti, 50, concorda. “Devia ser assim todo dia”, diz. Ela descobriu o bloco pelas redes sociais: “Fiquei sabendo pelo Instagram. Segui um bloquinho no domingo passado, que já indicou este, e acabei vindo também.”

No bloco Solteiro Não Trai, com Gustavo Mioto, o carioca Gustavo Lima de Oliveira, 34 anos, aprovou a experiência paulistana. “É a minha primeira vez aqui e amei. Não tem Carnaval melhor que o de São Paulo. No Rio tem muito assalto e aqui não. Aqui você pode curtir o Carnaval sem se preocupar com assalto.”

O executivo comercial João Rocha, 21, também destaca a organização. “Está tudo muito bem organizado, estou gostando bastante. A estrutura do Parque Ibirapuera é muito grande, está muito gostoso.” Para ele, o diferencial é a inclusão: “O Carnaval de São Paulo é muito mais inclusivo. A gente consegue pegar desde o vovô que gosta de rock ao jovem que gosta de funk, a mulher que gosta de sertanejo.”

Tem até bloco para cachorro

Em Indianópolis, o Blocão do Toto & Ruby Fofa mostra que a diversidade vai além da música. Com palco, concurso de fantasias — que premia os pets com diária em pet shop, voucher de R$ 500 e ensaio fotográfico — e abadá para humanos, o evento reúne famílias inteiras.

“A gente viu que as pessoas tinham cachorro e não passavam de nenhum bloco. Aí o cachorro era atropelado, pisado. Então a gente bolou um bloco”, conta Marco Antônio Sarnelli Vieira Marinho. “O cãozinho hoje faz parte da família. Então São Paulo é realmente pet-friendly.”

A pet sitter Stella aprovou. “Achei uma estrutura boa, tranquila e sossegada para os cachorros. E principalmente pela harmonia que está acontecendo entre os cachorros. Eu gostei muito.”

K-pop cai na folia

A designer Isabelly Lopes, 21 anos, foi ao Ibirapuera para ver o grupo NMIXX, que se apresentou com Pabllo Vittar. “A diversidade do Carnaval de São Paulo é ótima. Tem que ter bloquinho de K-pop, funk, de tudo. Isso é Carnaval.”

A criadora de conteúdo Caroline Liego Gushomoto, 29, também celebrou o encontro. “Eu fiquei chocada. Eu não acredito que a Pabllo conseguiu. Eu não fazia ideia que um girl group poderia vir no Carnaval.”

Nos blocos de bairro, a diversidade aparece no perfil do público. Giovana Oliveira Telles, 29 anos, curtiu a folia com a filha Maria Flor, de dois anos e meio. “Estou achando maravilhoso, as pessoas são super receptivas. Todo mundo olha pra ela, cuida dela, dá espaço pra gente.” E resume: “São Paulo é uma cidade muito multicultural. Então é legal a gente ter carnaval pra todo mundo mesmo.”

Estrangeiros também se encantam. O japonês Hiro elogiou o acolhimento: “É tão bonito, legal... a comida é boa. E as pessoas falam comigo sempre, tão facilmente e comunicativas.”

A franco-brasileira Livia Melzi, 41 anos, que veio da França com o marido e o filho, destacou a estrutura. “Nunca tinha passado o Carnaval em São Paulo. Estou muito impressionada com o cuidado e a atenção. A gente está fazendo um Carnaval em família, estou muito feliz.” Para ela, a diversidade é essencial: “Tem gente do mundo inteiro em São Paulo, e é superimportante poder contemplar todos e que todos possam se divertir.”


Tags relacionadas

×
Exibindo 1 para 1 de 2
Notícias mais lidas

conteúdos relacionados

Lorem Ipsum is simply
Redes Sociais
© COPYRIGHT 2025, Prefeitura Municipal de São Paulo, Viaduto do Chá, 15 - Centro - CEP: 01002-020