Prefeitura se aproxima de meio milhão de árvores plantadas desde 2021 e reforça estratégia contra ilhas de calor
A Prefeitura de São Paulo está prestes a atingir a marca de meio milhão de árvores plantadas na cidade. Entre 2021 e junho de 2026, foram 480.108 novos exemplares distribuídos por ruas, parques, praças e áreas de recuperação ambiental, ampliando a cobertura vegetal e fortalecendo a adaptação da capital às mudanças climáticas. Somente desde o início de 2025, foram plantadas 194.938 mudas, com prioridade para regiões que apresentam menor cobertura vegetal, contribuindo para reduzir ilhas de calor, melhorar a drenagem urbana e ampliar a biodiversidade.
A política de arborização integra uma estratégia mais ampla de expansão da infraestrutura verde da cidade. Atualmente, São Paulo possui mais de 50% de cobertura vegetal, um dos maiores índices entre as grandes metrópoles do mundo. Desde 2021, a Prefeitura inaugurou 16 novos parques municipais e 16 bosques urbanos e declarou 51 áreas verdes particulares como de utilidade pública. Com essas medidas, aproximadamente 26% do território municipal passará a contar com algum tipo de proteção ambiental.
Os plantios seguem planejamento técnico definido pelo Plano Municipal de Arborização Urbana (PMAU), instrumento que orienta o planejamento, a implantação e o manejo da arborização em toda a cidade. Entre as 170 ações previstas estão a elaboração dos Planos Regionais de Arborização Urbana para as 32 subprefeituras, permitindo que os plantios sejam direcionados às áreas com menor cobertura de copa e menor disponibilidade de áreas verdes por habitante.
Além do PMAU, a Prefeitura desenvolve outras iniciativas para ampliar e qualificar a cobertura vegetal, como o Inventário da Arborização Urbana, iniciado em 2025, a Campanha Permanente de Incentivo à Arborização, o programa Bosques Urbanos, o Programa PSA Mananciais, as Declarações de Utilidade Pública (DUPs) para proteção ambiental, além das Vagas Verdes e dos Jardins de Chuva, soluções que contribuem para a drenagem urbana e para a adaptação da cidade aos eventos climáticos extremos.
Plantio acelera nos últimos dois anos
O maior volume de plantios da série foi registrado em 2025, quando a Prefeitura plantou 155.018 árvores — quase cinco vezes mais do que em 2021, primeiro ano da atual gestão, quando foram plantadas 32.903 mudas. Entre janeiro e junho de 2026, outras 39.920 árvores foram incorporadas à cobertura vegetal da cidade, elevando para 194.938 o total de mudas plantadas desde o início de 2025.
Os plantios também foram distribuídos estrategicamente pelo território. As três subprefeituras que mais receberam árvores desde 2021 foram Perus, com 45.279 exemplares plantados, Capela do Socorro, com 38.940, e Butantã, com 38.296.
Planejamento técnico e foco nas regiões prioritárias
A estratégia adotada pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) prioriza regiões com menor índice de cobertura de copa, ampliando o acesso da população aos benefícios proporcionados pela arborização urbana.
A seleção das espécies prioriza árvores nativas da Mata Atlântica presentes naturalmente no município de São Paulo, fortalecendo a biodiversidade local e a conexão com os remanescentes florestais existentes na região.
Antes de cada plantio, equipes técnicas avaliam as características de cada local, considerando fatores como largura das calçadas, presença de redes de infraestrutura e espaço disponível para o desenvolvimento das árvores. A partir dessa análise, é definida a espécie mais adequada para cada área.
"Estamos direcionando os esforços para os distritos que possuem menor cobertura de copa. É uma forma de democratizar a arborização e ampliar a qualidade ambiental em toda a cidade", explica Rauflin Carloto, engenheiro agrônomo da Diretoria de Arborização Urbana da SVMA.
Mais qualidade de vida e apoio à biodiversidade
Além de amenizar os efeitos das altas temperaturas, as árvores contribuem para reduzir os impactos das chuvas intensas. As copas diminuem a velocidade do escoamento da água, reduzindo a pressão sobre os sistemas de drenagem, enquanto as áreas permeáveis favorecem a infiltração da água no solo, aumentando a resiliência da cidade diante de eventos climáticos extremos.
A arborização também fortalece a biodiversidade urbana, contribuindo para a formação de corredores ecológicos e oferecendo abrigo, alimento e locais de reprodução para aves, insetos polinizadores, morcegos e pequenos mamíferos.
"Pensamos na qualidade de vida dos moradores da cidade e no impacto que essa vegetação terá ao longo do tempo. É um trabalho realizado hoje, mas cujos benefícios serão sentidos por gerações", afirma Rauflin Carloto.
Reconhecimento internacional
Pelo quinto ano consecutivo, São Paulo foi reconhecida como Cidade Árvore do Mundo (Tree Cities of the World), certificação concedida pela Arbor Day Foundation em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU), que reconhece cidades com boas práticas de gestão da arborização urbana.
Neste ano, o Corredor Verde do Butantã, implantado pela Prefeitura, também foi reconhecido pelo Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) como uma boa prática inovadora de política urbana sustentável.
Acompanhamento das mudas
O trabalho não termina após o plantio. As mudas recebem acompanhamento técnico por um período que pode variar de dois a seis anos. Nesse intervalo, são realizados serviços de irrigação, adubação, podas de condução e substituição dos exemplares que não sobrevivem.
"O objetivo é garantir que aquela muda se desenvolva e se torne uma árvore consolidada", destaca Rauflin Carloto.
Como solicitar o plantio de uma árvore
Os moradores interessados podem solicitar o plantio de árvores por meio do Portal SP156. Após o pedido, técnicos da Prefeitura avaliam se o local atende aos critérios estabelecidos pelo Manual Técnico de Arborização Urbana e, em caso positivo, o plantio é programado.
Associações de bairro, coletivos e organizações da sociedade civil também podem apresentar propostas por meio dos Conselhos Regionais de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CADES) das subprefeituras.
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