Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social

Terça-feira, 24 de Março de 2026 | Horário: 14:40
Compartilhe:

Entenda como funciona o fluxo de atendimento à população em situação de rua em São Paulo

Do primeiro atendimento à reinserção social: veja o caminho dentro da assistência social

A Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) coordena uma das maiores redes de serviços socioassistenciais da América Latina. Atualmente, são cerca de 23 mil pessoas acolhidas em serviços que oferecem proteção integral e acompanhamento contínuo. 

Os equipamentos de acolhimento garantem atendimento completo, com encaminhamento para emissão de documentos, orientação jurídica, acesso à saúde, alimentação, qualificação profissional, oportunidades de geração de renda, além de atividades culturais e de lazer. O objetivo é promover autonomia e viabilizar a reinserção social da população em situação de rua. 

Da saída das ruas ao acolhimento 

O acesso à rede ocorre, principalmente, por meio dos Centros de Referência Especializados para População em Situação de Rua (Centro POP), dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e dos Centros de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS). 

Esses serviços realizam o primeiro atendimento, identificam as demandas de cada pessoa e fazem os encaminhamentos adequados, incluindo o acolhimento institucional, conforme o perfil e o nível de proteção necessário. 

Outra porta de entrada é o Serviço Especializado de Abordagem Social (SEAS), que atua com busca ativa nas ruas, identificando situações de vulnerabilidade e ofertando atendimento. O serviço também atende solicitações da população por meio do telefone 156. 

Tipos de acolhimento  

A rede socioassistencial conta com diferentes modalidades de atendimento, que vão desde espaços de convivência até acolhimentos institucionais provisórios. 

As tipologias incluem Centros de Acolhida para adultos, unidades específicas para idosos, famílias, mulheres, pessoas trans, além de serviços voltados a públicos específicos, como pessoas em convalescença e catadores, com foco também na inserção produtiva. 

Também fazem parte da rede as repúblicas para jovens e adultos, residências inclusivas, Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI), Serviços de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes (SAICA) e o Programa Reencontro. 

Demanda voluntária 

O acesso aos serviços também pode ocorrer por iniciativa da própria pessoa, que pode procurar diretamente a rede socioassistencial. Nesses casos, as equipes técnicas realizam o atendimento, avaliam a situação e orientam sobre os encaminhamentos possíveis. 

O acolhimento não é compulsório. A permanência nos serviços e os encaminhamentos dependem da adesão voluntária do usuário, respeitando sua autonomia, direitos e tempo individual.  

Do acolhimento à saída qualificada  

A saída qualificada é o principal objetivo após o acolhimento de um usuário na rede. Ela ocorre quando a pessoa conquista autonomia e condições de reconstruir sua vida fora da rede de acolhimento. 

Esse processo é gradual e envolve acompanhamento técnico individualizado, com escuta qualificada, construção de um plano de atendimento, acesso à documentação, inserção em políticas públicas, qualificação profissional e oportunidades de trabalho, além do fortalecimento de vínculos familiares e comunitários.  

Mais do que o desligamento do serviço, a saída qualificada representa a consolidação de um novo projeto de vida, com mais dignidade, estabilidade e perspectivas de futuro. 

A SMADS segue atuando de forma contínua para garantir um atendimento eficiente, humanizado e centrado nas necessidades da população em situação de rua.  

collections
Galeria de imagens