Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social

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Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2026 | Horário: 12:40
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Formação profissional nas Vilas Reencontro fortalece inclusão produtiva e autonomia

Cursos e oficinas ampliam o acesso ao mercado de trabalho e fortalecem a saída qualificada do acolhimento

Nas Vilas Reencontro, a oferta de cursos profissionalizantes integra a estratégia de atendimento e reforça que a política pública vai além da garantia de moradia, ao oferecer suporte para a reconstrução de trajetórias, o fortalecimento da autonomia e a ampliação de oportunidades de trabalho e geração de renda. 

As unidades contam com cursos e oficinas em diferentes áreas, como panificação e culinária, limpeza predial, manutenção e conserto, construção civil, idiomas e capacitações voltadas a serviços gerais, entre outras formações. As atividades são realizadas majoritariamente de forma voluntária, em parceria com instituições como SENAI, SENAC, Sebrae, organizações sociais e parceiros locais, considerando o perfil, o interesse e a disponibilidade das pessoas acolhidas. 

Levantamento realizado em fevereiro de 2026 pelo Núcleo de Desenvolvimento Social (NDS) da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) aponta que mais de 1.226 pessoas acolhidas já participaram das formações, com um índice de aproximadamente 70% de conclusão. Entre os concluintes, 48% dos casos os cursos resultaram em encaminhamentos ao mercado de trabalho, inserção formal, oportunidades de geração de renda e início de atividades autônomas, evidenciando o impacto direto da qualificação profissional no processo de saída qualificada do acolhimento. 

Para além da formação técnica, as oficinas também produzem efeitos significativos na saúde emocional e na perspectiva de futuro das pessoas atendidas, que muitas vezes enfrentam impactos psicológicos decorrentes de situações prolongadas de vulnerabilidade. Essa dimensão é destacada por Nicolas, professor voluntário de idiomas na Vila Reencontro Anhangabaú. 

“Para alguém que está em uma situação de vulnerabilidade diversa, o processo de aprendizado de idiomas tem caráter mais terapêutico do que prático no dia a dia. Porque muitas vezes, a pessoa não busca aprender alguma coisa de forma efetiva, mas sim, se afastar temporariamente de uma realidade extremamente difícil”, afirma. 

As equipes das Vilas Reencontro acompanham todo o processo de forma contínua, com a atuação integrada de assistentes sociais, psicólogos, pedagogos e equipes de campo, garantindo suporte, estímulo à permanência nos cursos e articulação com outras políticas públicas. 

Ao investir em formação profissional, as Vilas Reencontro reafirmam o compromisso com uma política de acolhimento que promove dignidade, inclusão e oportunidades reais de transformação social.

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